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Maior contrabandista de armas da América do Sul, Diego Dirísio fugiu

Buscas na casa do argentino, em Assunção, na capital do Paraguai, foram feitas, mas ele não foi encontrado.


G1

Principal alvo da operação — Foto: Divulgação


O argentino Diego Hernan Dirísio, considerado pela Polícia Federal como o maior contrabandista de armas da América do Sul, é o principal alvo de uma operação contra um grupo suspeito de entregar 43 mil armas para os chefes das maiores facções do país — Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho —, movimentando R$ 1,2 bilhão. Segundo apurou o blog da Andréia Sadi, Dirísio fugiu e ainda não foi encontrado.


Dirísio realizava a venda das armas por meio de sua empresa IAS, com sede no Paraguai.


"Ele é o dono da empresa, que coordena todas as atuações da empresa, fazia as tratativas diretas para a venda e revenda com ciência de que essas armas deveriam ser raspadas e destinadas ao crime organizado. Isso foi provado na investigação e essa foi a maior dificuldade no início da operação", disse o superintendente da PF, Flávio Albergaria.


"Ele era o comandante da principal empresa importadora de armas da Europa. Esse era o papel dele e nós estamos tentando localizá-lo no Paraguai", contou.

A Justiça da Bahia, que conduz a operação, determinou que os alvos de prisão que estiverem no exterior sejam incluídos na lista vermelha da Interpol e que, se forem presos, sejam extraditados para o Brasil.


A Polícia Federal fez buscas na casa do argentino, em Assunção, na capital do Paraguai, mas ele não foi encontrado.


A investigação começou em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. As armas estavam com o número de série raspado, mas, por meio de perícia, a PF conseguiu obter as informações e avançar na investigação.


Neste período foram realizadas 67 apreensões que totalizam 659 armas apreendidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.


As investigações apontaram que o empresário argentino mora no Paraguai e comprava milhares de pistolas, fuzis, rifles, metralhadoras e munições de vários fabricantes europeus (Croácia, Turquia, República Tcheca, Eslovênia).


E por meio de um esquema que envolvia doleiros e empresas de fachada no Paraguai e em Miami, EUA, a empresa IAS, de Diego Hernan Dirísio, revendia os arsenais para as maiores facções brasileiras, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.


A operação foi realizada pela Polícia Federal da Bahia, em parceria com Ministério Público Federal (MPF) e cooperação internacional com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) com o Ministério Público do Paraguai.


O processo está em curso na 2º Vara Federal de Salvador, que expediu 25 mandados de prisões preventivas, seis ordens de prisão temporária e 54 mandados de busca e apreensão em três países: Brasil, Paraguai e Estados Unidos.


No Brasil, os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Sorocaba (SP), Praia Grande (SP), São Bernardo do Campo (SP), Ponta Grossa (PR), Foz do Iguaçu (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG).


Segundo a PF, de novembro de 2019 a maio de 2022, a empresa IAS, importou 7.720 pistolas de um fabricante na Croácia.


A investigação também aponta a compra e venda de 2.056 fuzis produzidos na República Tcheca e mais de cinco mil rifles, pistolas e revólveres de fabricantes na Turquia. Ao menos 1.200 pistolas também foram importadas de uma fábrica na Eslovênia: um total de 16.669 armas.


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