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Leila cita presidente do Real Madrid e defende possibilidade de terceiro mandato no Palmeiras

Dirigente deu declarações sobre o tema, que voltou a ser discutido internamente, durante reunião no Conselho, na terça, onde também falou do desempenho do time no ano






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Os bastidores do Palmeiras na noite de terça-feira foram marcados por declarações e discussão da presidente Leila Pereira com conselheiros do clube, enquanto se debateria o orçamento para 2026 em reunião no Conselho Deliberativo. Entre os pontos destacados, esteve a possibilidade de autorizar um terceiro mandato presidencial - tema que reaqueceu no Alviverde nas últimas semanas.


– Essa questão de alternância de poder não acontece no Real Madrid. O presidente está lá há 20 anos. O Real Madrid é um clube pequeno, sabe? E nem um pouco vitorioso – disse Leila durante a reunião.


Leila está cumprindo agora seu segundo mandato no clube, desde a reeleição no fim de 2024. E o estatuto do Palmeiras prevê o exercício de um mandato de três anos, com possibilidade de uma reeleição.


Ainda no meio da temporada, discutiu-se nos bastidores a possibilidade de uma mudança de estatuto para autorizar a disputa do terceiro mandato. O debate esfriou na época, mas uma declaração da própria presidente antes da final da Conmebol Libertados reacendeu a discussão.


Desde então, o tema voltou a ser discutido internamente, com divergência entre conselheiros, inclusive da situação.


– Nosso estatuto prevê a possibilidade de ser alterado, Maurício (Galiotte) mudou algumas vezes e ninguém chamou de golpe – disse a presidente durante a reunião de terça-feira.

– Não existe golpe. Não existe nada de concreto.


– Acho muito contraditório quando falam que é saudável alternância de poder. Sou conselheira vitalícia, tem vários vitalícios. Se é saudável (alternância), por que ter conselheiro vitalício?


Para ocorrer uma mudança estatutária, é preciso ter uma votação com aprovação de 50% + 1 voto do Conselho Deliberativo. Ou seja, em torno de 150 votos. E depois o tema seguiria para a assembleia geral de sócios.


Ainda não há uma proposta formalizada de mudança de estatuto no Conselho Deliberativo, mas a expectativa é de que o tema, se de fato avançar, seja discutido mais fortemente a partir do meio do ano.


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