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Júri sobre acidente que matou quatro militares volta à pauta em Cachoeira Alta

  • há 2 dias
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A sessão havia sido iniciada em dezembro de 2025, mas acabou anulada após irregularidades no procedimento de votação.




DM





O júri de Jhonatan Murilo Leite, acusado de provocar um acidente que resultou na morte de quatro policiais militares, será retomado na quinta-feira (16/04), a partir das 8h30, em Cachoeira Alta, no sudoeste de Goiás. A sessão havia sido iniciada em dezembro de 2025, mas acabou anulada após irregularidades no procedimento de votação.


A dissolução do júri anterior ocorreu depois que o juiz responsável identificou que uma das juradas não manifestou voto de forma consciente, ao embaralhar cédulas antes de depositá-las na urna. Questionada, ela afirmou que votou de maneira aleatória. Diante da situação, o Ministério Público solicitou a anulação, acatada pelo magistrado com base na canonização do procedimento do Tribunal do Júri.


A mãe do acusado, Andreza Aparecida Paniagua, saiu de Bebedouro (SP) nesta terça-feira (14/04) rumo a Goiás para acompanhar o novo julgamento. Ela relatou dificuldades logísticas e afirmou que pretende estar presente durante toda a sessão. Em declarações anteriores, criticou a atuação da acusação e classificou como desumanizada a forma como o filho foi retratado no plenário.


Segundo a família, o réu recebe acompanhamento psicológico na prisão devido aos impactos emocionais do acidente. A defesa sustenta que ele não invadiu a pista contrária e que a colisão ocorreu após uma manobra da viatura. Também afirma que o acusado não possui antecedentes criminais e contestou a narrativa apresentada pelo Ministério Público.


O caso ocorreu na noite de 24 de abril de 2024, na BR-364, quando um caminhão carregado com cerca de 70 toneladas de milho colidiu frontalmente com uma viatura do Comando de Operações de Divisas (COD). Quatro policiais morreram no local: o subtenente Gleidson Rosalen Abib, o 1º sargento Liziano José Ribeiro Junior, o 3º sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e o cabo Diego Silva de Freitas.


Laudos técnicos indicaram que o caminhão trafegava acima da velocidade permitida e invadiu a pista contrária. Marcas de frenagem de aproximadamente 30 metros reforçaram essa conclusão. A acusação sustenta que o motorista assumiu o risco ao desrespeitar normas de trânsito, além de dirigir sem a categoria adequada na habilitação.


Inicialmente, outra pessoa assumiu a responsabilidade pela direção do veículo, mas testemunhas apontaram que Jhonatan conduzia o caminhão no momento do acidente. A investigação também identificou indícios de tentativa de encobrir a participação dele no ocorrido.



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