top of page

Justiça manda soltar esposa de Dannilo Proto com tornozeleira em Rio Verde

28 de fev.
2 min de leitura

Desembargador substitui prisão preventiva por medidas cautelares e determina liberação imediata de Karen Proto, detida há um mês




Mais Goiás





A Justiça de Goiás determinou a soltura de Karen de Souza Santos Proto, esposa do delegado Dannilo Ribeiro Proto, investigada por integrar, junto com o marido, um grupo suspeito de fraudar contratos na área da educação e desviar mais de R$ 2,2 milhões de dinheiro de escolas estaduais em Rio Verde.


A decisão, assinada pelo desembargador Oscar Sá Neto e publicada na noite de sexta-feira (27/2), substitui a prisão preventiva por liberdade provisória, com tornozeleira eletrônica e uma série de restrições. O alvará de soltura já foi expedido.


Karen havia sido presa preventivamente no dia 27 de janeiro, durante a terceira fase da Operação Regra Três, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).


Ela é investigada por suposta participação em um esquema de fraudes em contratos na área da educação e desvio de recursos públicos, além de possível favorecimento ao marido, que já estava preso.


Fraude na educação


Segundo o Ministério Público, mesmo após a prisão do delegado, o esquema de desvios e fraudes contratuais teria continuado em funcionamento por meio de pessoas próximas.


A acusação aponta que Karen manteve comunicação com o marido quando ele estava custodiado na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia, e que essa interlocução teria servido para repassar orientações e alinhar estratégias relacionadas ao suposto esquema.


As investigações também indicaram que ela ocupava cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria contribuído para a manutenção de contratos considerados irregulares. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Rio Verde, com recolhimento de celulares, documentos e equipamentos eletrônicos.


A apuração menciona ainda suspeita de tentativa de falsificação de certidão para regularizar programa de estágio vinculado à Prefeitura de Rio Verde, além de possível articulação para manter privilégios ao delegado no sistema prisional.

Comentários


bottom of page