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Justiça determina que Prefeitura de Goiânia cancele contrato milionário com Consórcio Limpa Gyn e faça nova licitação

  • há 7 horas
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Decisão dá prazo para prefeitura escolher uma nova empresa sem interromper os serviços de limpeza urbana na cidade




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A Justiça determinou que a Prefeitura de Goiânia cancele o contrato de mais de R$ 500 milhões firmado com o Consórcio Limpa Gyn, responsável atualmente pela coleta de lixo, remoção de entulhos e varrição mecanizada das ruas da capital. A decisão também obriga o município a abrir uma nova licitação em até 60 dias para escolher a empresa ou consórcio que ficará responsável por recolher os resíduos.


A sentença foi assinada pela juíza Simone Monteiro, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos. Apesar de anular a contratação, a magistrada autorizou que os serviços continuem sendo executados pelo consórcio por até 12 meses, período considerado necessário para evitar transtornos aos goianienses enquanto uma nova solução é definida.


Ao analisar o caso, a juíza concluiu que houve irregularidades na forma como a licitação foi estruturada. Um dos principais problemas apontados foi a utilização do critério de julgamento conhecido como “técnica e preço”, considerado inadequado para a contratação de serviços classificados como comuns de engenharia.


Mesmo reconhecendo falhas no processo licitatório, a Justiça destacou que não encontrou provas de superfaturamento, fraude ou prejuízo aos cofres públicos. A decisão se concentra na legalidade da concorrência pública que resultou na contratação.


Contrato de R$ 552 milhões


A decisão atinge um dos maiores contratos da Prefeitura de Goiânia. Firmado em março de 2024, ainda durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz, o acordo previa inicialmente gastos de R$ 470,3 milhões em dois anos. Posteriormente, o contrato foi renovado por mais dois anos e o valor passou para R$ 552,2 milhões.


Com a sentença, não apenas o contrato principal deverá ser cancelado, mas também os aditivos assinados posteriormente.


A magistrada também identificou problemas na concentração de todos os serviços em um único lote e questionou aspectos relacionados às estimativas utilizadas para calcular os custos da contratação.


A ação que motivou a sentença foi proposta pelo deputado estadual Mauro Rubem (PT), que questionou a forma como a licitação foi conduzida. Segundo o parlamentar, o modelo adotado teria reduzido a concorrência entre empresas interessadas na disputa.

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