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Justiça manda soltar advogada goiana investigada por suspeita de aplicar golpes; polícia já identificou 17 vítimas

24 de jul.
2 min de leitura

A defesa afirma que as informações divulgadas até o momento são injustas e incompatíveis com os elementos constantes nos autos, posição que agora encontra respaldo na decisão judicial




Jornal Opção




A Justiça de Goiás determinou a soltura da advogada Rina de Oliveira Campbell Pena, que havia sido presa em um resort de luxo no norte da Bahia sob suspeita de aplicar golpes em clientes de Goiás. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que concedeu o Habeas Corpus, após reconhecer constrangimento ilegal na prisão.


Segundo a defesa, representada pela advogada Dra. Aline Pires, a liberdade foi restabelecida na data de ontem, nesta quinta-feira, 23. A defesa afirma que as informações divulgadas até o momento são injustas e incompatíveis com os elementos constantes nos autos, posição que agora encontra respaldo na decisão judicial.


A nota esclarece que, em respeito ao regular andamento do processo e ao compromisso com a verdade dos fatos, todos os esclarecimentos serão apresentados em momento oportuno, de forma técnica, responsável e fundamentada.


A defesa também informou que demonstrará as inconsistências das alegações divulgadas até agora, preservando o direito de defesa, a presunção de inocência e o devido processo legal. Por ora, não haverá manifestações sobre o mérito da causa.


Contexto da prisão


Rina Campbell Pena foi presa, nesta quinta-feira, 22, em operação da Polícia Civil de Goiás (PC-GO) com apoio das forças de segurança baianas. A corporação já identificou 17 vítimas que relataram prejuízos de aproximadamente R$ 650 mil, mas acredita que o número pode ser maior.


O delegado Douglas Pedrosa, responsável pelo caso, a advogada atuava há anos na advocacia e conquistava clientes por meio de indicações.


Ela oferecia serviços de revisão de contratos de financiamento imobiliário e orientava que os pagamentos fossem feitos diretamente em sua conta bancária, sob a justificativa de que negociaria acordos em nome dos clientes. Segundo a investigação, os valores eram apropriados pela suspeita.


A Polícia Civil cumpriu também mandado de busca e apreensão no escritório da advogada em Goiânia. Até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas no esquema, mas diligências continuam para verificar a movimentação financeira e identificar novas vítimas.


Orientações da Polícia


O delegado destacou que clientes devem acompanhar regularmente seus processos judiciais para evitar fraudes. Uma medida simples é solicitar a senha de acesso ao processo e verificar semanalmente a movimentação. Qualquer retirada de valores ou acordo deve ser informado pelo advogado ao cliente.


A investigação segue em andamento, enquanto a defesa reafirma confiança na Justiça e aguarda o momento adequado para apresentar esclarecimentos técnicos.

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