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João de Deus voltará ao banco dos réus após decisão do STJ sobre caso de abuso sexual

  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura

Suposto crime teria sido cometido durante um atendimento na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia





Portal 6





O médium goiano João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, voltará ao banco de réus para enfrentar uma acusação de estupro de vulnerável. O crime teria sido cometido durante um atendimento na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.


A decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabelecer a acusação que havia sido reformada na segunda instância do Poder Judiciário goiano, pela 1ª Câmara Criminal do TJGO.


Na ocasião, os desembargadores consideraram que o suposto crime se enquadraria como violação sexual mediante fraude, além de reconhecer a decadência do direito de representação de outras três vítimas, conforme informações do Metrópoles.


O Núcleo Especializado em Recursos Constitucionais (Nurec) do MPGO recorreu ao STJ. O argumento foi de que as vítimas não tinham entendimento imediato dos abusos sofridos, reflexo da influência psicológica e manipulação exercida por João de Deus.


Na análise, publicada na última sexta-feira (19), a ministra Maria Marluce Caldas deu provimento ao recurso do MPGO.


Na prática, o médium volta a responder a acusação de estupro de vulnerável contra uma das vítimas. Além disso, a decisão também afastou a tese de decadência do direito, que impediria outras três vítimas ou o Ministério Público de prosseguirem com ações contra o líder religioso.


A reportagem entrou em contato com a defesa de João Teixeira de Faria. O advogado Anderson Van Gualberto de Mendonça afirmou que a decisão do STJ tem caráter monocrático e ainda será analisada pelo colegiado competente.


A defesa informou que já apresentou agravo regimental contra a decisão, sustentando que a questão permanece aberta e sujeita a eventual reforma pela Turma julgadora.


Por fim, afirmou confiar no sistema recursal e disse que continuará apresentando argumentos pelas vias judiciais adequadas, reservando ao Poder Judiciário a palavra final sobre o caso.



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