Jovem preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada chorou ao saber que seria solto
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Leonardo de Almeida Cerqueira, de 23 anos, ficou 14 dias na prisão. Alegando inocência, ele foi alvo de piadas de outros presos enquanto esteve na penitenciária de Aparecida de Goiânia.
G1-Goiás

O jovem de 23 anos que foi preso por engano após a ordem dos sobrenomes em um mandado de prisão ter sido trocada chegou a chorar ao saber que seria solto, segundo a advogada que o atendeu.
Leonardo Cerqueira de Almeida foi abordado por policiais militares na rodoviária de Goiânia, que tinham em mãos o mandado com todos os dados dele, inclusive nome da mãe e o CPF. O real investigado, porém, se chamava Leonardo de Almeida Cerqueira.
O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro. O auxiliar de montagem voltava de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, onde havia feito um trabalho, para a sua casa, em Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo. O ônibus em que estava fazia baldeação em Goiânia quando aconteceu a prisão.
Ele afirma que os policiais não lhe permitiram ligar para a família, um direito constitucional. Mesmo alegando inocência e dizendo que se tratava de um engano, ele foi conduzido à delegacia e, depois, para a penitenciária de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia.
O jovem só conseguiu ser solto, 14 dias depois, porque a advogada de um colega de cela soube da situação depois que o seu cliente ganhou liberdade. Em entrevista, Déborah Carolina Silva Pereira contou que tomou conhecimento do caso no dia 10 de março. Dois dias depois, Leonardo foi solto.
Mãe achou que fosse golpe
Déborah conta que o seu cliente entrou em contato por telefone com a mãe de Leonardo, pois ele havia lhe dado o número dela. Mas ela não acreditou na história. "A mãe estava achando que era um golpe", contou.
Por conta disso, a própria advogada decidiu ligar para ela, relatando a situação. Ao conseguir a foto de Leonardo no processo judicial e mostrá-la para a mãe, ela confirmou que se tratava do filho.
A advogada, então, comunicou à Justiça de Minas Gerais, que reconheceu o erro e ordenou que Leonardo fosse solto.
Depois, Déborah foi à penitenciária de Aparecida avisar ao Leonardo sobre a decisão.


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