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Ingressos do MotoGP: polícia prende suspeito de desviar e revender entradas por valor até três vezes mais caras

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão contra três pessoas e duas empresas. Segundo o delegado, os ingressos que custavam R$ 500 eram revendidos pelo grupo por R$ 1,5 mil.





G1-Goiás





A Polícia Civil de Goiás suspeito de desviar e revender ilegamente entradas com valores até três vezes maior. O caso é investigado pela Operação Pole Position e, além do mandado de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra três pessoas e duas empresas em Goiânia e Aparecida.


Os mandados foram cumpridos nesta sexta-feira (20). O nome do suspeito preso não foi divulgado e, por isso, o g1 não obteve o contato da defesa para um posicionamento. O delegado Willian Bretz, responsável pela investigação, disse que o suspeito confessou a prática, mas alegou que não sabia que se tratava de um crime.


“É um indivíduo com uma extensa rodagem pela prática de cambismo dos mais diversos setores. No entanto, por acreditar que a repressão seria baixa e por estar acreditando também que a prática dele era lícita, comercializava esses ingressos de forma bem livre e tranquila nas redes sociais, com propagandas ativas inclusive”, relatou o delegado.


Segundo a polícia, a operação investigou o grupo criminoso especializado no desvio e revenda ilegal de ingressos do MotoGP Goiânia que obtinha lucros de até 200%. As investigações revelaram que o grupo usava o acesso à organização do evento MotoGP por meio de empresas do ramo de turismo.


Essas empresas do ramo de turismo negociavam os ingressos corporativos com os parceiros oficiais da organização, sob o pretexto de venda legal vinculada a pacotes turísticos. Entrentanto, a revenda não era vinculada aos pacotes, mas feita de forma avulsa no varejo com preços superiores ao tabelado e estampado no bilhete.


Segundo o delegado, os ingressos do setor F custavam R$ 500, mas eram revendidos pelo grupo por R$ 1,5 mil. O suspeito é investigado por crimes de cambismo e facilitação ao cambismo, cujas penas máximas somadas podem chegar a mais de 11 anos de reclusão. O delegado Bretz ainda orientou que o público procure pelos canais oficiais para adquirir os ingressos para o evento.


“A gente orienta para que não seja vítima, seja de um ingresso falsificado, seja de um ingresso que tenha sido cancelado por ter sido descoberto que aquele ingresso é da prática de cambismo", esclareceu.



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