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Incra reconhece território quilombola em Mineiros

Área tem 2 mil hectares e abriga cerca de 200 pessoas; portaria foi publicado no dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro



Jornal Opção

Manoel, Clarindo,Duga, D. Guilhermina, o casal D. Teodolina e Romão; Juca: fundadores do Buração, na década de 40 | Foto: reprodução


O território quilombola Buracão, localizado no município de Mineiros, na região Sudoeste de Goiás, foi reconhecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A conquistou marcou o mês que se comemora a Consciência Negra no Brasil.


A portaria de reconhecimento foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na segunda-feira, 20. O local é ocupado por 2 mil hectares e abriga, aproximadamente, 200 pessoas. Segundo o governo, todas as famílias são remanescentes de quilombos, que vivem da agricultura e da pecuária.


“Estou radiante! Meu telefone não para de tocar”, disse o representante da comunidade, Waldozir Araújo Sobrinho, quando teve conhecimento da publicação da portaria de reconhecimento das terras. “Nós começamos essa luta em 2002. Vale a pena manter a esperança e o trabalho pela causa”, arrematou.


Jorja Eliana da Silva, nascida no quilombolo, contou que o reconhecimento representou uma evolução para a comunidade. “Esperamos tanto por esse momento! A meu ver, é só o início de grandes conquistas”, acredita. A mulher acrescenta que sem a documentação e sem o reconhecimento, as famílias tinham dificuldades para acessar políticas públicas e desenvolver atividades.


Para o superintendente do Incra em Goiás, Elias D’Angelo Borges, o trabalho para reconhecer os territórios quilombolas vai muito além da regularização fundiária. “Esta ação representa reparação e resgate históricos. Além de proteger o legado destes povos para a cultura brasileira e promover inclusão e justiça racial”, acentuou.


Títulos e direitos


Sob a jurisdição do Incra em Goiás, no Estado há 25 comunidades quilombolas em processo de reconhecimento. Os primeiros a serem reconhecidos, em 2016, foram Tomás Cardoso, localizado entre Barro Alto (GO) e Santa Rita do Novo Destino (GO), na região Central.


Diferente de áreas de assentamento da reforma agrária, o título dos territórios quilombolas é coletivo. Isto é, o documento é passado em nome da associação de moradores, que representa a comunidade.



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