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Hugo Calderano cai na final e fica com prata inédita do Mundial de tênis de mesa

Brasileiro é superado por Wang Chuqin, que mantém hegemonia de 22 anos da China no Mundial





GE




No peito de Hugo Calderano brilha uma prata inédita. Neste domingo, o brasileiro de 28 anos foi o primeiro atleta de fora da Ásia ou da Europa a disputar uma final do Mundial de tênis de mesa. Em Doha, o número 3 do mundo não conseguiu superar o vice-líder do ranking, que venceu por 4 a 1 - parciais de 12/10, 11/3, 4/11, 11/2 e 11/7.


Wang Chuqin manteve a hegemonia chinesa de 22 anos no torneio, que só fica atrás das Olimpíadas em importância na modalidade. Ainda assim, Hugo Calderano se consolidou entre os grandes nomes do esporte com uma medalha histórica para o Brasil.


- Não consegui apresentar o meu melhor hoje. Tenho certeza de que foi mais a parte física que pesou. O jogo de ontem (da semifinal) me esgotou. Estou exausto ainda. Tentei me recuperar da melhor forma possível. Ali durante a partida, tentei fazer o melhor, brigando, tentando me ativar mentalmente e fisicamente, mas não tinha mais nada no tanque. Mas olhando de uma forma geral, foi um campeonato incrível. Se falasse antes que eu sairia com uma medalha, eu ficaria muito feliz. No final consegui fazer o melhor que dava para fazer - disse Calderano.


Em abril, Hugo havia se tornado o primeiro mesa-tenista de fora da Ásia ou da Europa a conquistar o título da Copa do Mundo, com direito a vitória sobre o número 1 do mundo na final, o chinês Lin Shidong. No caminho para o troféu, o brasileiro havia vencido inclusive Wang Chuqin na semifinal. Desta vez, Calderano não conseguiu repetir o desempenho contra o chinês, que agora tem cinco vitórias em sete confrontos com o brasileiro.


- Foi uma semana incrível. Vinha de um título da Copa do Mundo, jogando muito bem. Sabia que seria um grande desafio manter essa forma aqui no Mundial, porque o nível é muito alto. Estou muito orgulhoso de mais uma vez conseguir jogar nesse nível. Espero continuar evoluindo cada vez mais.


Vice-campeão mundial em 2023, Wang Chuqin era favorito ao título de simples nas Olimpíadas de Paris, mas caiu na segunda rodada diante do sueco Truls Moregardh, algoz de Calderano na França e vice-campeão olímpico. Ainda assim, o chinês deixou os Jogos com dois ouros: por equipes e nas duplas mistas. A conquista do Mundial de Doha recoloca Wang Chuqin no topo, confirmando o status que o próprio Calderano apontou: o chinês hoje é o melhor do mundo.

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