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Homem é condenado a 16 anos de prisão por matar advogado por causa de disputa de fazenda avaliada em R$ 100 milhões

há 6 horas
2 min de leitura

Cássio Bruno foi baleado por um homem ao chegar para trabalhar em Rio Verde. Outros dois acusados no julgamento foram absolvidos pelo júri popular.




G1-Goiás




Ronaldo Silvano Moreira, acusado de matar a tiros o advogado Cássio Bruno Barroso, de 48 anos, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, foi condenado a 16 anos e 7 meses de prisão, além de multa, segundo a sentença. Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões.


O julgamento aconteceu na quinta-feira (1°). O g1 não conseguiu contato com a defesa de Ronaldo Silvano até a última atualização desta reportagem. À TV Anhanguera, a defesa afirmou que vai recorrer da pena.


O crime aconteceu em outubro de 2024, enquanto o advogado chegava ao trabalho. Outras duas pessoas também foram julgadas por suspeita de envolvimento no crime, mas foram absolvidas pelo júri.


Ronaldo Silvano Moreira foi considerado culpado durante o júri popular pelos crimes de homicídio, associação criminosa, receptação e adulteração veicular, de acordo com o processo. Por reparação dos danos sofridos pela família da vítima, o réu também terá de pagar R$ 50 mil.


Mário Sérgio Ferrari, suspeito de ter encomendado a morte de Cássio, continuava preso e aguardava julgamento até a última atualização desta reportagem, segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).


Motivação


De acordo com a denúncia do Ministério Público, Cássio Bruno e Mário Sérgio tinham um atrito envolvendo uma disputa judicial pela fazenda. Investigações da Polícia Civil apontaram que a vítima atuava na ação de compra da terra, que era ocupada ilegalmente por Mário desde 2006.


Na época da investigação, o delegado Adelson Candeo explicou que a vítima entrou com uma ação de reintegração de posse em 2018. A fazenda está localizada em Mato Grosso.


Além do homicídio de Cássio Bruno, a investigação revelou que o grupo, que contava com sete pessoas que teriam sido pagas para cometer o crime, planejava um ataque contra outro advogado envolvido na mesma ação judicial.


No júri desta quinta-feira (1°), três dos sete envolvidos diretamente na morte foram julgados, com dois tendo sido absolvidos e um condenado. Os demais membros do grupo, além do acusado de ser o mandante do homicídio, também aguardam pelo julgamento.

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