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Grupo que produzia rebites é condenado após maior apreensão da PRF em Goiás

  • 18h
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As substâncias são utilizadas principalmente por caminhoneiros para inibir o sono




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Dez integrantes de uma organização criminosa responsável pela produção e comercialização de rebites foram condenados pela Justiça de Goiás em um dos processos ligados à maior apreensão da história da Polícia Rodoviária Federal no estado.


A sentença foi assinada pela juíza Placidina Pires, da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e à Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Goiás na segunda-feira (11).


De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a organização atuava na fabricação e distribuição de anfetaminas conhecidas como “rebites”, substâncias utilizadas principalmente por caminhoneiros para inibir o sono.


As condenações fazem parte de uma das dez ações penais abertas a partir da Operação Ephedra, deflagrada após levantamentos apontarem que cerca de 90% das apreensões de anfetaminas do país ocorriam na região Centro-Oeste. Conforme a decisão judicial, a organização criminosa operou entre 2019 e dezembro de 2024, com atuação em Goiás, Tocantins e Bahia.


Somadas, as penas dos dez condenados chegam a 136 anos, 6 meses e 26 dias de prisão. Além das condenações em regime fechado, os réus também deverão pagar, juntos, R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A Justiça determinou ainda a perda de imóveis, veículos, máquinas, equipamentos eletrônicos e valores em contas bancárias apreendidos durante a investigação, totalizando quase R$ 30 milhões.


Na sentença, a magistrada destacou que o grupo teria produzido mais de 130 milhões de comprimidos ao longo dos anos. A estimativa foi baseada em relatórios técnicos que identificaram a compra de quase nove milhões de cartelas blister, quantidade suficiente para fabricar os comprimidos apreendidos. Parte dos materiais, segundo a juíza, foi adquirida sem emissão de notas fiscais.


As investigações também apontaram a existência de laboratórios clandestinos, incluindo uma estrutura localizada em Goianira, onde parte da produção era armazenada em potes e frascos antes da distribuição.


Entre os condenados estão apontados líderes e integrantes operacionais do esquema. As penas variam de três a 26 anos de prisão.

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