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Governo identifica primeiro caso da febre Oropouche em Goiás

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Exames do material colhido do paciente comprovaram a presença do arbovírus Oropouche




Jornal Opção




A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) identificou o primeiro caso da febre Oropouche em Goiás, no município de Anápolis, por um homem que apresentou sintomas compatíveis com a doença.


Inicialmente, a suspeita era de dengue, contudo, exames do material colhido do paciente comprovaram que se tratava do arbovírus Oropouche.


Febre do Oropouche: entenda o que é e como se prevenir


A febre Oropouche é uma doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no país, sobretudo na região amazônica, considerada endêmica. 


O Ministério da Saúde monitora o cenário epidemiológico do Oropouche em todo o Brasil. Em 2024, foram confirmados 13.782 casos no país e em 2025 já são mais de 2.790 casos.

Os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e incluem dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia.


A transmissão do Oropouche é feita principalmente pelo inseto Culicoides paraensis (mais popularmente conhecido como maruim ou mosquito-pólvora). Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Quando o inseto pica uma pessoa saudável, pode transmitir o vírus.


Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença: no ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. Há registros de isolamento do vírus em outras espécies de insetos, como Coquillettidia venezuelensis e Aedes serratus.


Já no ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros. Nesse cenário, além do inseto Culicoides paraenses, o mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo e comumente encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus.


Dado o aumento de casos em 2024, com ocorrência de óbitos e a identificação de casos de transmissão vertical (da mãe para o feto) a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reitera a importância de se implementarem medidas preventivas, especialmente para gestantes. Entre elas:


  • Utilizar mosquiteiros de malha fina em portas e janelas, com orifícios menores que 1 milímetro, para evitar a entrada de vetores.

  • Usar roupas de mangas compridas e calças compridas, especialmente em casas onde houver uma ou mais pessoas doentes.

  • Aplicar repelentes de insetos que contenham DEET nas áreas expostas da pele.

  • Em situações de surto, evitar atividades ao ar livre durante o amanhecer e o anoitecer, quando a atividade dos vetores é maior.

  • Buscar atendimento médico em caso de qualquer sintoma suspeito.



 
 
 

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