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Governo e bancos discutem suspensão imediata do teto de juros do consignado do INSS

Entidades financeiras querem a criação de um novo grupo de trabalho, com representantes da Fazenda e do BC para discutir o assunto


Agência Brasil

Governo e setor financeiro buscam solução para liberar novamente o consignado do INSS (Foto: Agência Brasil)


Os bancos discutem com setores do governo a suspensão imediata da resolução do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que limitou o teto dos juros do consignado para aposentados a 1,70% ao mês para retomar as operações de crédito aos beneficiários do INSS. Dessa forma, ficaria mantido o teto anterior de 2,14% ao mês.


A contraproposta prevê também a criação de um grupo de trabalho para discutir e apresentar solução em um prazo determinado. A ideia é ter uma taxa mais em conta e que seja suportada pelos bancos.


Além de representantes do Ministério do Trabalho e Previdência, o colegiado teria a participação de trabalhadores, aposentados, técnicos do Banco Central (BC), do Ministério da Fazenda e da Casa Civil.


A redução no teto dos juros foi patrocinada pelo ministro do Trabalho e Previdência, Carlos Lupi, sem aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Casa Civil e a da equipe econômica. A medida foi aprovada pelo CNPS no início desta semana e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira.


Segundo estimativas do setor financeiro, os bancos passariam a ter prejuízo nas concessões com o novo teto de 1,70% ao mês, o que é proibido pelo BC. Descontando todos os custos envolvidos na operação, a rentabilidade seria negativa em 0,23%. O cálculo considera as taxas atuais, inclusive dos bancos públicos.


A carteira total do consignado para aposentados e pensionistas gira em torno de R$ 250 bilhões. Por mês, o volume médio de novas concessões e R$ 7 bilhões. Na segunda-feira, serão três dias de suspensão da linha, o que prejudica um dos segmentos mais carentes da população, pois o consignado é a taxa mais pare a que eles têm acesso.

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