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Golpistas se passam por produtores rurais e aplicam golpes de mais de R$ 1 milhão a empresas, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, golpes eram aplicados em comerciantes do ramo de sementes e insumos agrícolas. Carga fruto de golpe foi apreendida em Minas Gerais.




G1-Goiás

Carga fruto de golpe em Rio Verde é apreendida em Minas Gerais — Foto: Divulgação/Polícia Civil



Golpistas se passavam por produtores ruais e aplicavam golpes, que somados causaram um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhões, em Rio Verde, no sudoeste do estado segundo a Polícia Civil. A investigação aponta que os golpes eram aplicados em comerciantes do ramo de sementes e insumos agrícolas.


Os relatos da investigação apontam que os golpistas entravam em contato com os comerciantes das cidades de Rio Verde, Goiânia, Catalão e Goiatuba, fazendo falsos cadastros em nomes de produtores rurais, conseguindo assim ter sucesso na compra e encomenda de cargas. A investigação ainda não apontou o número exato de pessoas que aplicavam os golpes. Na maioria das vezes, os nomes usados para a compra eram de clientes já cadastrados no comércio, o que facilitava a compra.


"Eles entravam em contato com as empresas, faziam elas emitirem as notas em nomes de pessoas que de fato têm o nome legítimo, entravam em contato com freteiros particulares, sem que eles soubessem do crime e os orientavam a ir no local retirar a carga", disse o delegado responsável pelo caso, Caio Martines.


Por usarem nomes de clientes com uma boa relação com o comércio, um limite de crédito era liberado para compras na empresa era liberado. Logo após o a liberação do limite, as notas eram faturadas. A Polícia Civil tomou conhecimento sobre o caso por meio de denúncias das empresas.


Após a compra, os golpistas contratavam um frete para realizar o transporte, mas, durante o percurso, a mercadoria era transferida para vários freteiros. Segundo Caio Martines, as cargas eram levadas para o município de Candeias (MG).


Durante buscas no estado em que as cargas eram destinadas, a polícia conseguiu identificar os golpistas e encontrar os locais onde as mercadorias eram armazenadas, em plantações de café. Os suspeitos conseguiram fugir da abordagem policial.


Uma carga avaliada em R$ 50 mil foi apreendida. De acordo com a investigação, se somados os prejuízos sofridos pelas vítimas, o valor ultrapassa o valor de R$ 1,5 milhões.

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