Golpistas se passam por médicos para extorquir familiares de pacientes internados na Santa Casa
Fingindo ser médico do hospital, golpistas relatam falsa piora na saúde de pacientes e cobraram valor para realização de exames
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Familiares de pacientes internados na Santa Casa de Misericórdia de Goiânia voltaram a ser alvo de golpistas que usam o nome do hospital para tentar praticar os crimes. Em um dos casos mais recentes, criminosos entraram em contato com parentes de um paciente internado, informaram uma suposta piora no quadro de saúde e solicitaram R$ 9,8 mil para a realização de exames urgentes que, segundo eles, não poderiam esperar.
A abordagem foi feita por telefone e mensagens de texto. De acordo com o relato de uma familiar da vítima à Polícia Civil, o suspeito se apresentou como diretor médico da Santa Casa e alegou que o paciente precisava passar por uma bateria de exames fora do hospital. A justificativa era de que o estado de saúde havia se agravado e que os procedimentos precisariam ser realizados imediatamente.
Desconfiada da situação, a mulher decidiu prolongar a conversa e percebeu inconsistências nas mensagens enviadas pelo criminoso além de muitos erros ortográficos.
A tentativa de fraude acendeu um alerta entre familiares de pacientes internados, principalmente porque os criminosos utilizam informações relacionadas à internação para dar credibilidade na abordagem e explorar o momento de fragilidade emocional das famílias.
Cobranças por telefone
Em nota, a Santa Casa reforçou que não realiza cobranças por telefone nem solicita transferências bancárias, PIX ou depósitos para a realização de exames, medicamentos ou procedimentos médicos.
A unidade destacou ainda que a maior parte dos atendimentos é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem qualquer custo para os pacientes e qualquer pagamento relacionado a atendimentos particulares é feito exclusivamente de forma presencial nos canais oficiais da instituição.
Golpe não é novo
Em agosto do ano passado, a Santa Casa de Misericórdia já havia emitido um alerta após identificar tentativas semelhantes. Na época, criminosos entravam em contato principalmente com familiares de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs), solicitando dinheiro para supostas liberações de medicamentos e tratamentos.
Golpes parecidos também já foram registrados no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), que emitiu um alerta, em junho de 2025, sobre criminosos que se passavam por médicos da unidade para pedir dinheiro a acompanhantes de pacientes internados.


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