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Goiânia registra terceiro ataque do ano contra trabalhadores da coleta de lixo

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Motorista foi agredido após pedir tempo para concluir o serviço no Setor Bueno; câmeras registraram a confusão e suspeitos fugiram pela contramão





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Goiânia registrou, na madrugada desta terça-feira (21), o terceiro ataque de 2026 contra trabalhadores da coleta de lixo, segundo a prefeitura. Desta vez, um motorista do Consórcio Limpa Gyn foi agredido enquanto a equipe recolhia resíduos na Avenida T-37, no Setor Bueno.


De acordo com o relato registrado no boletim de ocorrência, os ocupantes de um carro de luxo exigiram que o caminhão liberasse imediatamente a rua. O veículo da coleta estava parado para a realização do serviço, mas a passagem também era dificultada por carros estacionados irregularmente.


O motorista do caminhão explicou que precisava concluir o recolhimento antes de retirar o veículo. Após a resposta, o condutor do automóvel teria descido e agredido o trabalhador. Uma mulher que estava no carro também teria participado da confusão.


Em seguida, os dois deixaram o local e seguiram pela contramão. Câmeras de segurança de um condomínio registraram o episódio e poderão ajudar na identificação dos envolvidos e do veículo.


A Polícia Militar foi acionada. O trabalhador procurou uma delegacia e registrou o boletim de ocorrência com o apoio do Consórcio Limpa Gyn. Até a última atualização, não havia informação sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.


Mabel cobra identificação dos responsáveis


O prefeito Sandro Mabel manifestou indignação com a repetição dos ataques e pediu rigor na investigação. Segundo ele, três ocorrências no mesmo ano não podem ser tratadas como parte normal da rotina de trabalho.


“Recebo com indignação mais um episódio de violência contra coletores de lixo em Goiânia. Este já é o terceiro caso neste ano, algo que não pode ser tratado como normal”, declarou.


O prefeito ressaltou que parte da coleta precisa ser realizada à noite e durante a madrugada para reduzir os impactos no trânsito e na rotina da população. A atividade exige que os caminhões façam paradas nas ruas enquanto os funcionários recolhem os resíduos.


“A limpeza urbana não pode parar e muitos desses serviços precisam ser realizados durante a noite e a madrugada. Quem está trabalhando para cuidar da cidade merece respeito”, afirmou.


Mabel também cobrou a identificação e a responsabilização dos envolvidos. “Não vamos aceitar que trabalhadores sejam agredidos por estarem cumprindo seu dever”, disse.


Ataques anteriores tiveram ameaças e arma


Em 3 de junho, trabalhadores da limpeza urbana foram agredidos e ameaçados por um homem armado no Setor Negrão de Lima, na região norte de Goiânia.


No dia 10 do mesmo mês, o motorista Douglas de Araújo Peres e os coletores Bruno Bernardo Pereira de Jesus e Thales Rangel Tavares de Souza foram recebidos pelo prefeito no Paço Municipal após sofrerem agressões.


Durante o encontro, os funcionários relataram que ameaças, ofensas e episódios de desrespeito fazem parte da rotina das equipes. Depois de ouvir os trabalhadores, Mabel determinou a adoção de medidas para ampliar a segurança durante a prestação do serviço.


A Prefeitura, entretanto, não detalhou na nota divulgada nesta terça-feira quais medidas foram colocadas em prática desde junho nem informou se novas ações serão adotadas após o terceiro ataque.

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