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Goiás tem mais de 103 mil casos de dengue e 81 mortes em 2026, alerta Secretaria de Saúde

há 5 minutos
2 min de leitura

Flúvia Amorim afirmou ao Portal 6 Ao Vivo que condições climáticas podem acelerar o ciclo do Aedes e favorecer uma nova onda da doença





Portal 6





Goiás já contabiliza mais de 103 mil casos confirmados de dengue e 81 mortes pela doença em 2026. O cenário foi classificado como de alerta pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), principalmente diante da aproximação do período chuvoso e das condições climáticas previstas para os próximos meses.


A situação foi discutida pela superintendente da SES-GO, Flúvia Amorim, durante entrevista ao Portal 6 Ao Vivo nesta quarta-feira (17). Na conversa, ela explicou os cuidados necessários com a saúde durante o período de calor intenso, baixa umidade e queimadas e também falou sobre vacinação e prevenção contra o Aedes aegypti.


Segundo Flúvia, o comportamento do clima pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Altas temperaturas associadas a chuvas irregulares podem acelerar o desenvolvimento do Aedes, reduzindo o período entre a fase de ovo e a chegada à idade adulta.


De acordo com a superintendente, o ciclo, que normalmente leva de sete a dez dias, tem sido observado em períodos ainda menores.


Outro fator de preocupação é a circulação predominante de um sorotipo da dengue que, segundo ela, não estava nessa condição havia mais de dez anos. Com isso, parte da população pode não ter desenvolvido proteção contra esse tipo específico do vírus.


“Então, eu tenho o El Niño com altas temperaturas e chuvas irregulares e eu tenho um sorotipo agora predominante que a população não tem proteção”, afirmou.


Vacina está disponível


A vacinação também foi destacada durante a entrevista. Atualmente, crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos podem receber a vacina contra a dengue disponível na rede pública.


O esquema é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias. Flúvia orientou os pais que ainda não iniciaram a vacinação dos filhos a procurar uma unidade de saúde.


A prevenção, porém, não depende apenas da imunização. A superintendente defendeu a participação dos moradores na eliminação de possíveis criadouros do mosquito.


Ela recomendou que cada pessoa reserve cerca de dez minutos por semana para verificar locais que possam acumular água, eliminando os recipientes ou mantendo-os devidamente protegidos.

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