top of page

Goiás registra aumento de 40,6% nas queimadas; fogo já consumiu mais de 13 mil hectares no Parque Terra Ronca

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Região Leste de Goiás concentra 129 focos de queimadas em agosto, liderando estatísticas





Mais Goiás





O Estado de Goiás registrou 225 focos de queimadas entre 10 e 16 de agosto, número 40,6% maior que os 160 registrados no mesmo período do ano passado. O avanço ocorre em meio a incêndios de grandes proporções no Estado, incluindo um que já consumiu mais de 13 mil hectares no Parque Estadual Terra Ronca, no Nordeste goiano.


Os dados são do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). 


A Região Leste concentrou a maior quantidade de focos no período, com 129 ocorrências, contra 48 em 2025. Na sequência, aparecem as regiões Norte, com 41 focos, ante 23 no ano passado; Central, com 27, contra 39; Oeste, com 14, diante de 19; Sul, com 11, contra 19; e Sudoeste, que registrou três focos, ante 12 em 2025. Embora a comparação semanal aponte crescimento, o acumulado de agosto ainda está abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. 


Até o momento, Goiás contabiliza 389 focos em agosto de 2026, o equivalente a 43,95% dos 885 registrados durante todo agosto de 2025. No levantamento, a Região Leste soma 169 focos no mês, enquanto a Norte tem 63. A Região Central contabiliza 45, a Sudoeste, 40, a Oeste, 37, e a Sul, 35. 


O cenário ocorre após um longo período sem chuvas em Goiás. Apesar disso, o Cimehgo aponta condições hídricas consideradas boas no Estado, com média de 36% de umidade no solo. Na maior parte do território, os índices ficaram entre 36% e 63%, embora algumas áreas tenham apresentado níveis de 16% a 25%. 


Enquanto os focos avançam em determinadas regiões, incêndios de grandes proporções continuam mobilizando as equipes. Na Reserva Extrativista de Recanto das Araras, entre Guarani de Goiás e São Domingos, no Nordeste goiano, o fogo estava no sexto dia de combate no último sábado, 15. As chamas já haviam consumido mais de 12 mil hectares de uma área preservada de 70 mil hectares. 


No Parque Estadual Terra Ronca, o incêndio completou nove dias nesta segunda-feira, 17, com mais de 13 mil hectares consumidos. Segundo o material informado, o fogo é considerado pelo Corpo de Bombeiros como “a maior queimada florestal em andamento no Brasil”.


A ação humana aparece como principal causa dos focos. Apenas entre janeiro e o início de julho deste ano, o Corpo de Bombeiros já atendeu a 4,2 mil ocorrências de fogo em vegetação e áreas urbanas no estado, o que equivale a uma ocorrência a cada hora, em média. Deste total, 90,4% são chamados urbanos, o que demonstra que o problema vai além das áreas rurais 


Diante da situação, Cimehgo e Semad divulgaram orientações para prevenção. O banner do programa estadual Cerrado em Pé reforça: “Evite queimas” e alerta que colocar fogo em vegetação ou queimar lixo pode provocar incêndios e prejudicar a saúde e o meio ambiente. 


Desde 24 de julho, também está em vigor o decreto estadual Nº 10.962, que proíbe o uso do fogo em vegetação no restante de 2026. A prática pode resultar em pena de dois a quatro anos e multa.

Comentários


bottom of page