Goiás não confirma novos casos de mpox desde outubro de 2025, diz SES
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No momento, há apenas um caso notificado em investigação
Jornal Opção

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o estado não registra novos casos confirmados de mpox desde outubro de 2025, quando quatro ocorrências da doença foram confirmadas.
No momento, há apenas um caso notificado em investigação, à espera de confirmação laboratorial. Segundo avaliação epidemiológica preliminar, porém, o quadro não apresenta perfil compatível com varíola.
De acordo com a pasta, a suspeita mais provável é de varicela (catapora), já que a paciente é uma adolescente de 15 anos. SES-GO também informou que outros 14 casos suspeitos já foram descartados após análise laboratorial.
Segundo a secretaria, a vigilância epidemiológica permanece ativa para identificação, monitoramento e investigação de eventuais novas notificações no estado.
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos. O vírus circula principalmente entre primatas e outros animais silvestres, mas pode infectar pessoas por meio de contato direto.
A enfermidade era conhecida como “varíola dos macacos”, mas teve a nomenclatura alterada após recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que avaliou que o termo anterior poderia gerar estigmatização.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, calafrios e cansaço intenso. Também são comuns lesões na pele semelhantes às da catapora, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar para outras partes do corpo, inclusive a região genital.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com pessoa infectada, especialmente durante relações sexuais, contato pele a pele, abraços, beijos ou por meio de secreções e objetos contaminados.
No Brasil, a vacinação contra a mpox está disponível para públicos prioritários, como pessoas que vivem com HIV, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e indivíduos que tiveram contato direto com casos confirmados ou suspeitos, conforme avaliação de risco. O esquema prevê duas doses, com intervalo de quatro semanas.
Apesar de a taxa de letalidade ser considerada baixa na população em geral, o risco de agravamento é maior entre pessoas vulneráveis. Por isso, autoridades reforçam a importância do diagnóstico precoce, do isolamento adequado e do acompanhamento médico para reduzir complicações e conter a disseminação da doença.


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