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Goiás abre 46 mil empregos formais em 2025 e contraria ritmo mais lento do país

Serviços, comércio e indústria puxam geração de vagas no estado, enquanto Brasil registra queda no ritmo de contratações




Jornal Opção




*Em colaboração com Amanda Costa


O mercado de trabalho formal perdeu força no Brasil em 2025, mas Goiás conseguiu atravessar o ano mantendo saldo positivo na geração de empregos.


Enquanto o país fechou o período com 1,27 milhão de novas vagas com carteira assinada, número 23,73% menor que o de 2024, o estado registrou 46,4 mil novos postos formais entre janeiro e dezembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


O resultado goiano acompanha a tendência de desaceleração observada no cenário nacional, mas revela uma capacidade de resistência acima da média em setores estratégicos da economia estadual.


“De fato, houve uma desaceleração na geração de empregos formais nos últimos meses de 2025, acompanhando o cenário nacional. Ainda assim, o saldo do ano em Goiás foi extremamente positivo”, afirmou o secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga Filho.


O enfraquecimento do ritmo de contratações no Brasil é atribuído principalmente ao patamar elevado dos juros, à restrição do crédito e à desaceleração da atividade econômica. Em dezembro, tradicional mês de demissões, o país fechou mais de 618 mil vagas — o pior resultado para o mês desde 2020.


Serviços lideram e sustentam mercado de trabalho


Em Goiás, o setor de serviços foi o principal responsável por sustentar o nível de emprego ao longo do ano, com cerca de 27 mil novas vagas formais. O desempenho acompanha o movimento nacional, em que o segmento também liderou a geração de empregos.


Na sequência aparecem o comércio, com mais de 8 mil postos, e a indústria, responsável por mais de 4 mil novas contratações formais em 2025. A construção civil e a agropecuária também contribuíram para o resultado positivo, ainda que com menor volume.


O secretário destaca que o perfil da economia goiana, fortemente apoiado em serviços, logística, comércio regional e indústria de base agropecuária, ajuda a amortecer oscilações mais bruscas do mercado de trabalho.


Indústria goiana mantém ciclo de crescimento


Mesmo em um cenário nacional de desempenho industrial irregular, Goiás manteve trajetória de crescimento no setor. Dados do Instituto Mauro Borges (IMB) mostram que a produção industrial goiana cresceu 2,6% em novembro de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto a indústria brasileira registrou retração.


O estado soma 30 meses consecutivos de resultados positivos na indústria, a maior sequência desde 2008. No acumulado de 2025, o avanço foi de 2,7%, o que colocou Goiás entre os quatro melhores desempenhos do país.


Para o governo estadual, esse movimento ajuda a explicar a manutenção de empregos formais mesmo em um ambiente macroeconômico mais apertado. “A indústria goiana tem mostrado resiliência e crescimento consistente. Isso se reflete diretamente na geração de emprego e renda”, afirmou Joel Sant’Anna.

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