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Goiás terá acesso a sistemas da Polícia Federal

Agência Cora de Notícias

Caiado assina acordo inédito com PF para troca de informações com foco no combate à lavagem de dinheiro e pedofilia (Foto: Rômulo Carvalho)


O ineditismo do acordo firmado entre a Polícia Federal e o Governo de Goiás foi destacado pelo governador Ronaldo Caiado durante a assinatura de cooperação técnica entre a força de segurança nacional e o estado.


“Goiás foi o primeiro a firmar esse acordo. Teremos aqui um plano piloto que irá se reproduzir nos demais estados da federação”, disse Caiado.


Serão compartilhados dois sistemas. O ‘Tentáculos’ é focado no combate a fraudes bancárias e o ‘Rapina’ distribui informações para o combate ao abuso sexual infantil por meio da internet. A partir de agora as forças de segurança federal e estadual podem desenvolver projetos e ações de interesse comum, oferecer treinamento de recursos humanos, além de desenvolver e compartilhar tecnologias, informações e recursos de informática.


Para a superintendente da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, o acordo feito entre União e Estado de Goiás terá impactos na criminalidade praticada no âmbito físico e virtual, não apenas no Brasil.


“É a primeira vez que a PF cede a uma força policial estadual dois bancos de dados que abrangem uma repercussão e amplitude não só local, como internacional”, destacou.


“Estamos fortalecendo a repressão para mostrar para o país que é possível dar tranquilidade para nossos jovens. É inadmissível que crianças sejam expostas”, comentou Caiado.


O governador destacou que Goiás já atua fortemente na apreensão de drogas e, agora, as fraudes financeiras serão ainda mais dificultadas. “O sistema Tentáculos vai nos dar novas habilidades para combater fraudes bancárias, a prática de ‘esquentar dinheiro’”, disse o governador.


“Considero que essa cooperação vem da confiança mútua. Se as forças de segurança pública de Goiás não tivessem credibilidade, talvez não estaríamos recebendo ferramentas de extrema importância”, observou o secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum.


Ele explica que os sistemas terão impacto diretamente no trabalho da Polícia Civil, aumentando a capilaridade das ações.


Para a execução do acordo de cooperação técnica não haverá transferência de recursos financeiros ou doações de bens. Cada corporação responde pelos seus investimentos conforme a capacidade orçamentária.

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