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Goiás passa a ter política de Estado no combate ao racismo e intolerância religiosa com delegacia especializada

Atualmente, a delegacia funciona na Avenida Solar – Praça Padre Romão Cícero (Praça do Violeiro), no Setor Urias Magalhães



Jornal Opção




Goiás passa a ter uma Delegacia Especializada em Atendimento à Crimes Raciais e de Intolerância Religiosa (Deacri). A unidade foi criada a partir da aprovação e sanção de um projeto de lei que transformou o Grupo Especializado, antigo Geacri, na Deacri.


O setor será responsável por registrar, investigar, abrir inquéritos e adotar os procedimentos necessários nos casos que envolvam violência ou discriminação contra pessoas, entidades e patrimônios públicos ou privados, motivados por preconceito ou intolerância.


A Lei foi sancionada pelo governador Ronaldo Caiado (UB) no dia 12 e o grupo é comandado pelo delegado Joaquim Adorno, que será o titular da delegacia. Atualmente, a delegacia funciona na Avenida Solar – Praça Padre Romão Cícero (Praça do Violeiro), no Setor Urias Magalhães, em Goiânia.


Marco na segurança


Para Adorono, a criação de uma Delegacia é a implementação de uma política pública de Estado no combate ao racismo e aos crimes de intolerância religiosa. “O Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância foi criado em 2021 no contexto do aumento dos casos de intolerância religiosa em Goiás como uma forma de dar uma resposta a população”, lembra.


Ele explica que a unidade é voltada para o atendimento das vítimas desse tipo de crime e que a criação de uma delegacia é fundamental para que os crimes dessa natureza sejam investigados em uma unidade especializada. “Quando se cria uma delegacia, ela vira uma política de Estado, e não uma política de um delegado geral. Formalmente, não a diferença nenhuma na investigação, no entanto, uma delegacia não pode ser extinta, já um grupo pode”, explica.


No Brasil existem duas delegacias voltas ao crimes raciais e a intolerância, sendo uma unidade no Rio de Janeiro e outra em São Paulo, esta última vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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