GEIC DE MINEIROS cumpre mandados de prisão preventiva e medidas de bloqueio de bens e valores em investigação sobre estelionato virtual e lavagem de capitais
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, na cidade de Unaí/MG, e do GEIC de Caldas Novas/GO.
GEIC de Mineiros - Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por intermédio do GEIC – Grupo Especial de Investigação Criminal de Mineiros, deflagrou, nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, a Operação Falso Patrono, destinada ao cumprimento de medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário no âmbito de investigação relacionada ao chamado “golpe do falso advogado”.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, na cidade de Unaí/MG, e do GEIC de Caldas Novas/GO.
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais de bloqueio de bens e valores, voltadas à preservação patrimonial e ao possível ressarcimento do prejuízo suportado pela vítima, sem prejuízo de outras providências cautelares deferidas no curso da investigação.
A apuração investiga, em tese, a prática dos crimes de estelionato eletrônico e lavagem de capitais, a partir de uma análise minuciosa de dados e de movimentações bancárias vinculadas aos investigados. A investigação permitiu identificar o caminho percorrido pelos valores transferidos pela vítima, bem como sucessivas movimentações financeiras realizadas após o recebimento dos recursos.
As investigações tiveram início após uma vítima de Mineiros/GO sofrer prejuízo de R$ 536.600,00, no dia 17 de abril de 2026. Na ocasião, indivíduos passaram-se por advogado e por supostos representantes do Poder Judiciário e induziram a vítima a realizar sucessivas transferências via PIX, sob a falsa alegação de pagamento de custas e tributos necessários à liberação de crédito judicial.
A análise detalhada das movimentações financeiras revelou a rápida circulação e dispersão dos valores entre contas e estruturas empresariais, circunstâncias que subsidiaram a representação policial pelas medidas cautelares posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário. A decisão autorizou, entre outras providências, o bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados, proporcionalmente aos montantes rastreados.
A Operação Falso Patrono tem por objetivo aprofundar a identificação de todos os envolvidos, esclarecer a destinação dos valores obtidos com a fraude, reunir elementos sobre eventual lavagem de capitais e adotar medidas destinadas à recuperação do patrimônio da vítima.
ALERTA À POPULAÇÃO
A Polícia Civil alerta para o chamado golpe do falso advogado.
Nesse tipo de fraude, criminosos entram em contato com vítimas utilizando, muitas vezes, informações relacionadas a processos judiciais reais. Eles se apresentam como advogados, integrantes de escritórios ou supostos representantes do Poder Judiciário e informam a existência de valores a serem recebidos.
Em seguida, solicitam transferências ou pagamentos de falsas taxas, custas, impostos ou outros valores, alegando que tais pagamentos seriam necessários para a liberação do crédito judicial.
A orientação é para que a população não realize qualquer transferência ou pagamento sem antes confirmar diretamente com o advogado de confiança, por meio de telefone ou outro canal de contato previamente conhecido.
Em caso de dúvida, interrompa a conversa, não forneça senhas, códigos bancários ou dados pessoais e procure a Polícia Civil.
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS
GEIC – GRUPO ESPECIAL DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL DE MINEIROS
OPERAÇÃO FALSO PATRONO
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS
GEIC – MINEIROS


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