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Fraudes bancárias: operação em Goiás mira grupo ligado ao CV e PCC que movimentou R$ 60 milhões

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Mandados também foram cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina




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Uma quadrilha especializada em fraudes bancárias contra empresas entrou na mira da Polícia Civil (PC) suspeita de movimentar cerca de R$ 60 milhões. O grupo também é investigado por lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV) e para o Primeiro Comando da Capital (PCC).


Cerca de 100 policiais cumpriram, nesta quinta-feira (20), 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão em endereços residenciais e comerciais localizados em Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina.


A Justiça determinou ainda o sequestro de cinco veículos de luxo utilizados pelos investigados e de dois imóveis avaliados, juntos, em mais de R$ 3,5 milhões. A investigação também culminou no bloqueio de valores em contas e ativos financeiros dos investigados, montantes que podem ultrapassar os R$ 60 milhões.


Segundo a PCDF, responsável pela operação, o grupo atuava em diferentes etapas das fraudes, desde o contato com as vítimas e a captura fraudulenta de credenciais bancárias até a retirada e movimentação dos valores obtidos ilegalmente.


Depois dos golpes, o dinheiro era rapidamente distribuído em contas de laranjas. A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos recursos, esconder a origem criminosa e dar aparência de legalidade ao dinheiro.


Tentativa de latrocínio


A origem de todo o esquema veio à tona a partir de uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal, em 2024, quando homens armados ligados ao CV, vindos de Mato Grosso, invadiram a capital federal com o objetivo de assaltar o operador financeiro do esquema, após receberem informações de que ele movimentava cifras astronômicas. 


As investigações revelaram que o ataque do Comando Vermelho foi motivado não apenas pela atração das cifras operadas, mas também pela suspeita de que o alvo mantinha ligações diretas com o PCC e comandaria operações financeiras para a facção rival. 


Com o aprofundamento das apurações, a PCDF constatou que o investigado atuava como um “lavador profissional de dinheiro”, prestando serviços financeiros clandestinos e de ocultação patrimonial sem vinculação exclusiva a um único grupo, atendendo simultaneamente tanto às demandas da facção carioca quanto às do PCC. 


40 anos de prisão


Os suspeitos poderão responder, de acordo com a participação individual identificada pela investigação, por furto mediante fraude praticado por meio de dispositivo informático, estelionato eletrônico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e documental.


As penas dos crimes, somadas, podem chegar a 40 anos de prisão. A investigação continua com a análise do material apreendido e o rastreamento do fluxo financeiro para identificar outros possíveis beneficiários e dimensionar a atuação da estrutura criminosa.



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