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Fraude fiscal de mais de R$ 4 milhões em Goiânia usava “laranja” já morto, diz polícia

há 3 horas
2 min de leitura

Operação cumpriu duas prisões e três buscas na capital; investigação aponta empresas de fachada e participação de um contador no esquema



O Hoje





A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na quinta-feira (8), uma operação contra um esquema de fraude fiscal em Goiânia que, segundo as investigações, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos estaduais. O grupo teria continuado a praticar atos empresariais fraudulentos mesmo após a morte da pessoa utilizada como “laranja” em uma empresa de fachada.


A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). Foram cumpridas duas prisões e três buscas em endereços residenciais, todos na capital. Também houve bloqueio imediato de contas bancárias, ativos financeiros e frotas de veículos, até o limite de R$ 4 milhões.


A operação foi destinada ao cumprimento de mandados de prisão temporária, busca e apreensão domiciliar, além do sequestro e bloqueio de bens. A investigação apura fraudes fiscais estruturadas, falsidade ideológica, associação criminosa e crimes contra a ordem tributária.


Empresas de fachada emitiam notas fraudulentas


De acordo com a Polícia Civil, o esquema utilizava empresas de fachada, conhecidas popularmente como “noteiras”, para emitir notas fiscais fraudulentas e suprimir o recolhimento de ICMS regularmente declarado.


Beneficiário e contador são os principais alvos


A operação mirou os dois investigados apontados como principais articuladores: o homem identificado como real beneficiário do esquema e um contador habilitado. Segundo a Polícia Civil, o primeiro possui histórico recorrente de estelionato, porte de armas e fraudes no ramo de laticínios.


O contador, por sua vez, é investigado por utilizar suas atribuições técnicas e profissionais para viabilizar as fraudes e manter os registros falsos ativos, inclusive após a morte do “laranja”. As medidas patrimoniais alcançaram contas bancárias, ativos financeiros e frotas de veículos dos envolvidos.



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