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Foragido mais procurado de Goiás, Júnior Trindade está na UTI após ser baleado na Bolívia

há 2 horas
2 min de leitura

Fundador da facção Associação Amigos do Estado (ADE), foragido de 38 anos permanece em estado gravíssimo; Polícia Federal desmentiu notícias sobre sua morte





Mais Goiás





Engri Júnior de Almeida Maia, conhecido como “Júnior Trindade”, de 38 anos, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado gravíssimo, após ser baleado na Bolívia. Apontado como o foragido mais procurado de Goiás, ele foi atingido por disparos na tarde de sábado (24), em circunstâncias ainda não esclarecidas.


Inicialmente, circulou a informação de que Júnior Trindade teria sido baleado por agentes bolivianos durante uma operação que estaria sendo coordenada pela Polícia Federal (PF) brasileira. Posteriormente, surgiu outra versão, segundo a qual ele teria sido atingido por criminosos de uma facção rival. As circunstâncias do ataque ainda não foram confirmadas.


Apesar de sites terem noticiado a morte do foragido, a PF informou, na manhã deste domingo (25), que ele permanecia internado em estado gravíssimo.


Júnior Trindade


O foragido é apontado como fundador e líder da Associação Amigos do Estado (ADE), facção criminosa criada há cerca de dez anos em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.


Reportagem publicada pelo Mais Goiás em março de 2026, ele responde a processos nas esferas estadual e federal por crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, posse irregular de arma de fogo e organização criminosa.


À época, figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça. Considerado de alta periculosidade, ele integra a lista de procurados da Interpol.


Amigos do Estado (ADE)


A organização é investigada por movimentações financeiras milionárias. De acordo com a Polícia Federal, a ADE movimentou mais de R$ 70 milhões por meio de um banco digital ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


Já o Ministério Público de Goiás estima que a facção tenha movimentado ao menos R$ 1 bilhão desde sua criação. As investigações apontaram ainda o uso de fazendas no Tocantins como apoio logístico para o transporte de drogas provenientes da Bolívia.

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