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Fonoaudióloga de Rio Verde tem registro suspenso por uso de diploma falso

Investigações conjuntas entre Conselhos Regionais revelam esquema de fraude que envolve transferência de registro e práticas ilegítimas no atendimento clínico em Goiás


Olha Goiás


O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 4ª Região (Crefono 4) anunciou a suspensão do registro de uma profissional da área que vinha atendendo através de serviços particulares em uma clínica localizada em Rio Verde. A medida foi tomada após uma investigação conjunta entre o Crefono 4 e o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 5ª Região (Crefono 5), juntamente com o apoio do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 11ª Região (Crefito 11).

A profissional em questão, que se inscreveu inicialmente no Crefono 5, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e o Distrito Federal, apresentou um diploma falso de conclusão de curso na Universidade Federal de Uberlândia (MG). Em seguida, pleiteou a transferência para a 4ª Região, alegando o registro secundário na 5ª Região, o que permitiria sua atuação em uma vasta gama de entidades federativas sob a jurisdição do CRFa 4ª Região e do CRFa 5ª Região.

A suspensão, classificada como medida cautelar, foi decretada enquanto um processo administrativo para o cancelamento definitivo do registro é instaurado por ordem administrativa.

O caso assume proporções mais graves à medida que se aprofunda. As investigações revelaram que a suposta profissional também apresentou documentos fraudulentos relacionados à formação em Terapia Ocupacional perante o Crefito 11.

Além das questões ligadas ao registro profissional, Andreia Franco Gromann buscou registrar uma Pessoa Jurídica, sob a denominação de Fonolife, com atividade principal relacionada à Fonoaudiologia.

A descoberta do caso teve início quando o Crefono 4 recebeu um comunicado suspeitando de irregularidades no diploma apresentado pela fonoaudióloga, emitido pela presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 5ª Região. O Departamento Jurídico do Crefono 4 emitiu parecer após quatro dias de análise.

O caso veio à tona após diversas manifestações nas redes sociais por parte de profissionais de saúde, incluindo fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, que questionavam as práticas e condutas adotadas pela profissional nas atividades em Goiás.


Diante dessa situação, Cleiton Miguel, presidente do Crefono 4, revelou que o Setor de Registro do Conselho pretende intensificar a abordagem, contatando todas as universidades para obter listas de egressos após cada conclusão de turma. Isso visa evitar casos semelhantes e garantir a legitimidade dos registros profissionais.



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