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Fiscais do Enem 2023 denunciam que não receberam pelo serviço após 50 dias do exame

Com previsão de pagamento 15 dias após a aplicação das provas, trabalhadores dizem que contaram com o valor para pagar as contas do final de ano. Instituto confirma falta de pagamento.




G1-Goiás

Fiscais do Enem denunciam que não receberam pelo serviço após 50 dias do exame - Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera



Goianos que trabalharam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2023, denunciam que, até esta quinta-feira (4), não receberam pelo serviço prestado. As provas foram aplicadas nos dias 5 e 12 de novembro e, com a promessa de pagamento após 15 dias, muitos trabalhadores contavam com o valor para pagar as contas do final de ano.


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que contratou o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) para coordenar a aplicação das provas. Em comunicado, o Cebraspe afirma que o pagamento está sendo feito em lotes devido à grande quantidade.


Cerca de 22 mil pessoas trabalharam no Enem, em 2023, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal (DF). Os trabalhadores podem aplicar provas, fiscalizar banheiros e corredores e auxiliar candidatos com deficiência. O valor a receber depende da função exercida e, segundo eles, o pagamento seria 15 dias após o primeiro dia do Enem.


O Cebraspe confirmou o atraso e informou que, além de Goiás, o pagamento de trabalhadores da Bahia, Maranhão, Pernambuco e Paraná estão sendo processados. Além disso, disse que os colaboradores que não receberam precisam atualizar os dados bancários.


Adriana trabalhou como fiscal de sala e, segundo ela, receberia R$ 240 pelos dois dias de prova. “Um dinheiro que está sendo aguardado, mas se tivesse entrado no fim do ano, teria sido ótimo”, afirma. A funcionária pública municipal Irene Fagundes também trabalhou no Enem e disse que estava contando com o dinheiro para pagar as contas do final de ano.


Situação enfrentada também pela Edelvânia Matos, que foi fiscal de banheiro, ficou mais de 8 horas em pé, segundo ela, e iria receber 180 reais pelos dois dias trabalhados. “Contava demais no final do ano. Tive que dar meu jeito e fazer outras coisas para repor esse desfalque. Irene, Adriana e Edelvânia cobram que sejam pagas pelos serviços prestados.



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