Filho de síndico que matou a corretora Daiane Alves em Caldas Novas é solto
- há 54 minutos
- 2 min de leitura
Polícia concluiu que Maicon Douglas de Oliveira não teve nenhuma participação no crime nem tentou atrapalhar as investigações. Defesa disse que acervo probatório comprovou sua inocência.
G1-Goiás

O filho do síndico que matou a corretora Daiane Alves, de 43 anos, foi solto pela Justiça. Maicon Douglas de Oliveira estava preso temporariamente desde o dia 28 de janeiro, enquanto a polícia investigava se ele havia participado de alguma forma do homicídio ou tentado atrapalhar as investigações. Desde que foi preso, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, sempre negou a participação do filho.
Segundo a defesa de Maicon, ele foi solto na tarde de quinta-feira (19). Em nota, os advogados afirmaram que apresentaram à polícia "um acervo probatório irrefutável" que atestou que ele não participou de forma alguma do crime. A defesa disse, ainda, que "a ciência e a técnica, de forma incontestável, demonstraram a sua absoluta inocência".
Já a defesa de Cleber disse, em nota divulgada nesta sexta-feira (20), que comentará sobre o caso apenas pela vai judicial.
O delegado André Luiz Barbosa, responsável pelas investigações, disse que, no dia 17 de dezembro, quando Daiane foi morta por Cleber no prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás, Maicon Douglas estava em Catalão, onde morava.
A prisão do filho foi feita depois que a polícia descobriu que ele havia comprado um celular novo para o pai no dia 17 de janeiro, três horas depois de ter sido realizada a perícia no carro de Cleber.
O carro foi usado pelo síndico para transportar Daiane até uma região de mata, às margens da GO-213, onde ela foi morta com dois tiros na cabeça.
A atitude foi considerada suspeita pela polícia, que avaliou que poderia ser uma tentativa de obstruir as investigações.
"O envolvimento do filho, na compra do telefone, fez que a gente representasse tanto pela prisão do pai quanto dele", disse o delegado André Luiz.
Posteriormente, com o avanço das investigações, a polícia comprovou que a troca do aparelho não tinha esse objetivo. Segundo o delegado, Maicon Douglas admitiu que o pai lhe contou, no dia 15 de janeiro, sobre o assassinato, mas a substituição foi feita para que a polícia não apreendesse o aparelho pelo qual Cleber acessava os aplicativos dos bancos nos quais o condomínio tinha contas.
"E ele ainda fala especificamente: 'Meu pai sabia que poderia ser preso. Ele não queria que o telefone dele fosse apreendido, para que a gente conseguisse acessar os aplicativos bancários", disse.
As investigações mostraram que Cleber usou dinheiro do condomínio para pagar despesas com advogado. Segundo o delegado, o atual presidente da associação do condomínio registrou um boletim de ocorrência no dia 18 de janeiro, sobre um PIX que Cleber teria feito da associação para o filho, Maykon, no exato valor do contrato de honorários.
O delegado explicou que os eventuais crimes patrimoniais praticados por Cleber Rosa durante sua gestão como síndico no CNPJ e administrador da associação do condomínio serão investigados em procedimento próprio, que já foi instaurado pelo Grupo Especial de Investigações Criminais de Caldas Novas (Geic).






.png)




Comentários