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Farmacêutico pode ter registro suspenso por venda de remédio errado que teria causado morte de bebê

Bebê de dois meses morreu por suspeita de ingerir um colírio que teria sido vendido por engano, no lugar de um remédio para vômito, em uma farmácia de Formosa


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Bromoprida (caixa esquerda) // tartarato de brimonidina (caixa da direita) (Foto: Reprodução - Arquivo Pessoal)



O farmacêutico responsável pelo atendimento que culminou na venda de um medicamento por engano, e que pode ter causado a morte de um bebê de dois meses, pode ter seu registro profissional suspenso.


De acordo com o Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO), o fato de ter sido um atendente ou balconista que realizou a venda não exime a responsabilidade do farmacêutico, que é responsável pelo treinamento e preparação daqueles profissionais.


Segundo o CRF-GO, a confusão das embalagens que resultou na entrega do medicamento errado foi causada por alguém inexperiente. Entretanto, a receita estava legível, o que significa que não haveria motivo para erro.


Além disso, a responsabilidade do farmacêutico é compartilhada com o proprietário da farmácia, pois é dever do estabelecimento manter o profissional presente em 100% do tempo. Durante fiscalizações, o conselho constatou que essa farmácia em particular teve um farmacêutico presente em apenas 75% das vezes nos últimos dois anos.


O CRF-GO anunciou a abertura de uma investigação interna. O objetivo é avaliar e julgar o caso em questão. Caso seja comprovada a culpabilidade do farmacêutico responsável pelo atendimento, uma multa será aplicada, com valor ainda a definir. Além disso, há a possibilidade de suspensão ou até mesmo cancelamento do registro profissional do farmacêutico.

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