Ex-secretária é indiciada por usar cartões de empresa para pagar iPhone, escola da filha, reforma e ‘Tigrinho’ em Goiânia
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Desde 2023, a funcionária realizava pagamentos com os cartões e encaminhava as faturas ao financeiro, sem que os valores fossem conferidos
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Uma ex-secretária executiva de uma empresa localizada no Jardim Goiás, em Goiânia foi indiciada pela Polícia Civil por suspeita de usar cartões corporativos e pessoais dos sócios para bancar despesas particulares.
Segundo o relatório final da investigação, os gastos ocorreram principalmente entre abril de 2025 e fevereiro de 2026 e incluem um iPhone de R$ 9,6 mil, mais de R$ 10 mil em enxoval, mensalidades e taxas da escola da filha, instalação de dois boxes de vidro na própria residência, festa de aniversário, roupas, material escolar, corridas por aplicativo e apostas on-line no “Tigrinho”. O prejuízo inicial foi estimado entre R$ 50 mil e R$ 150 mil.
O relatório da Polícia Civil foi concluído e assinado pela delegada Thaynara Andrade Berquo Peleja no dia 27 de agosto. De acordo com o documento, a ex-funcionária foi indiciada por furto qualificado com abuso de confiança e mediante fraude, em continuidade delitiva.
A investigada trabalhou na empresa entre julho de 2019 e fevereiro de 2026. Ela começou como recepcionista e, ao longo dos anos, chegou ao cargo de secretária executiva. Segundo um dos sócios ouvido pela polícia, a funcionária também prestava serviços de natureza pessoal para ele e para a esposa.
Por causa da função e da confiança conquistada dentro da empresa, ela passou a ter acesso e a guardar fisicamente cartões utilizados pelos sócios e pela companhia. De acordo com a investigação, desde 2023 a funcionária fazia pagamentos com os cartões e encaminhava posteriormente as faturas ao setor financeiro, sem que os titulares realizassem uma conferência direta dos lançamentos.
Foi durante uma auditoria nos extratos, realizada no início de fevereiro de 2026, que os sócios identificaram uma série de despesas que, segundo a polícia, não tinham relação com a atividade da empresa. Em um dos cartões analisados, o valor apontado chegou a R$ 100 mil. O relatório não informa o total identificado no segundo cartão.


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