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Ex-marido é condenado a 30 anos de prisão por matar maquiadora

Justiça apontou que Tayná Pinheiro Duquis foi imobilizada e esfaqueada. Jovem cometeu o crime enquanto estava em liberdade condicional por outro crime e está preso há um ano.


G1-Goiás

Tayná Pinheiro foi encontrada morta no apartamento em que morava em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera



O ex-marido da maquiadora Tayná Pinheiro Duquis foi condenado a 30 anos de prisão por matar a mulher esfaqueada dentro de casa, em Anápolis, a 55km de Goiânia. O crime aconteceu em 5 de março do ano passado. O julgamento e a sentença saíram um ano depois. A vítima tinha um filho de um ano de idade.


Israel Rodrigues Inacio, agora condenado, está preso desde a época do crime. A juíza determinou que ele pode recorrer da decisão, mas preso.


A defesa disse que pediu o reconhecimento de legítima defesa durante o júri e, alternativamente, o reconhecimento do privilégio. O advogado alega que o crime foi praticado sob o domínio de violenta emoção, logo após uma suposta injusta provocação da vítima.


O jovem, de 28 anos, matou a mulher enquanto estava em liberdade condicional por outro crime, segundo a decisão. A juíza Nathália Bueno Arantes da Costa apontou que existem elementos concretos que demonstram o caráter agressivo de Israel.

"O qual possuía comportamento reiterado na prática de agressões físicas e ameaças, porquanto tratava-se de relacionamento conturbado, pontuado por inúmeras brigas", destacou a magistrada.


De acordo com a sentença, o exame cadavérico feito pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Tayná apontou que a jovem, que tinha 26 anos, foi imobilizada e esfaqueada.


"A vítima fora dominada, e imobilizada antes, pois são lesões simétricas, regulares e paralelas, sem condições de realização com uma vítima em movimento”, aponta o laudo.

"Ademais, dele se exigia comportamento totalmente diverso do adotado. Porém, ao contrário, matou a vítima, afrontando, assim, o mais importante bem humana e juridicamente considerado: a vida. Franca e intensamente censurável a conduta praticada pelo acusado", ressaltou a juíza, que presidiu o júri.

Em uma das brigas durante o relacionamento, a juíza contou que Israel chegou a deixar a mulher trancada em uma câmara fria da distribuidora de bebidas do qual era proprietário.


Confessou crime

Israel Rodrigues foi preso foi uma semana depois do crime. Ele confessou à Polícia Civil, na época, que fugiu da cidade para não ser pego em situação de flagrante.


A versão que ele contou para a polícia foi de que houve uma briga depois que buscou a esposa em uma festa em que ela foi sem avisá-lo, um dia antes do assassinato.


O delegado que investigou o caso, Wlisses Valentim, explicou que o casal estava no apartamento quando a mulher recebeu mensagens no celular e não deixou o marido ler o conteúdo, o que motivou a discussão.


Depois de esfaquear a vítima, o suspeito foi embora do apartamento chamando um motorista de aplicativo, segundo a polícia.

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