top of page

Ex-jogador de Flamengo e Palmeiras é acusado de vender diplomas falsos de técnico por até R$ 100 mil

há 55 minutos
2 min de leitura

Mancuso teria oferecido licenças de treinador sem necessidade de fazer curso para nomes como Thiago Silva, Roberto Carlos, Felipe Melo e Petkovic




Metrópoles




O ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, que teve passagens por Flamengo e Palmeiras e trabalhou como auxiliar de Diego Maradona na seleção da Argentina, é acusado de comandar um esquema de comercialização de diplomas falsos para treinadores de futebol.


As licenças teriam sido oferecidas por valores de até R$ 100 mil, segundo informações divulgadas pelo UOL


Mancuso prometia conseguir as certificações emitidas pela Associação de Técnicos de Futebol da Argentina (ATFA) sem que os interessados precisassem cumprir o processo normal de formação. Segundo a reportagem, ele afirmava ser capaz de entregar quatro licenças em até dez dias: C e B, relacionadas às categorias de base, A, profissional, e PRO, de nível internacional.


O procedimento regular é consideravelmente mais longo. A formação oferecida pela ATFA é progressiva e pode levar aproximadamente três anos, com cursos individuais que duram entre seis e 13 meses. A associação negou ter qualquer vínculo com Mancuso.


Astros do futebol são citados


Entre os nomes que Mancuso teria apresentado como clientes estão jogadores e ex-jogadores conhecidos internacionalmente, como Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Petkovic e Paulinho.


A menção dos atletas pelo argentino, porém, não significa que eles tenham participado de alguma irregularidade.


De acordo com a apuração original do UOL, dezenas de mensagens e áudios mostram o argentino oferecendo aos interessados uma espécie de procedimento acelerado para conseguir as certificações.


Mancuso alegava exercer o cargo de “diretor internacional” da ATFA e dizia contar com respaldo da direção e do setor jurídico da entidade. A associação, no entanto, contesta essa versão e afirma não manter relação com o ex-jogador.


Investigação começou após proposta a ex-jogador


O caso começou a ser investigado jornalisticamente em maio de 2024, depois que um ex-atleta recebeu uma proposta de Mancuso por aplicativo de mensagens e procurou o UOL.


Segundo a publicação, o argumento apresentado pelo argentino era de que jogadores com carreiras extensas já teriam adquirido no futebol profissional boa parte do conhecimento oferecido nos cursos e, portanto, não precisariam passar anos pela formação convencional.


As mensagens obtidas pela reportagem também indicam que Mancuso teria orientado interessados a declarar que fizeram três anos de cursos online, correspondentes a 2021, 2022 e 2023, para dar sustentação ao histórico de formação apresentado.


Mancuso, de 58 anos, atuou no futebol brasileiro na década de 1990, defendendo Palmeiras e Flamengo. Posteriormente, seguiu carreira fora dos gramados e integrou a comissão técnica de Diego Maradona na seleção argentina.



Comentários


bottom of page