EUA oficializam suspensão de tarifas sobre importação de carne
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Entidades do setor afirmam que Brasil pode ser beneficiado com a medida
Globo Rural

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje a ordem que amplia a suspensão de taxas para a importação de carne bovina magra (lean beef trimmings). Esse tipo de proteína é usada no país para a produção de carne moída.
A medida publicada pela Casa Branca terá validade de 90 dias e passa a vigorar a partir de 1º de setembro de 2026. Nesse período, serão permitidas a compra de até 100 mil toneladas por mês pelos americanos.
Na semana passada, Trump informou que aplicaria a suspensão das taxas com o objetivo de reduzir os preços para os consumidores americanos.
Na avaliação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a iniciativa dos EUA pode representar uma oportunidade para o setor brasileiro, embora o mercado local não seja o único país que poderá se beneficiar da ampliação.
“Além disso, a própria decisão estabelece que os produtos sejam comercializados no mercado americano a preços 25% inferiores aos praticados atualmente, o que limita ganhos imediatos de margem para a indústria”, disse a entidade, em nota.
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) também acredita que o país pode ser beneficiado pelo anúncio de Trump.
"É uma grande notícia que era muito aguardada pelo setor. Sem dúvida veio em um bom momento, pois ajudará a mitigar os efeitos do fim da cota da China para o Brasil pelos próximos 3 meses, gerando melhores condições de competitividade para a carne brasileira no mercado americano".
A decisão do governo dos EUA não agradou os produtores locais. A American Farm Bureau Federation pediu a Trump para reconsiderar a suspensão das taxas. A entidade afirma que o momento escolhido pode prejudicar os pecuaristas que estão decidindo se expandem ou não os seus rebanhos, que atualmente estão nos menores níveis em 75 anos.


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