Estádios na altitude, incluindo o 2º mais alto do mundo, desafiam o Mirassol na Libertadores
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Leão visitará o Always Ready em El Alto, a 4.100 metros de altitude, onde nenhum brasileiro jamais ganhou, e a LDU, a 2.850 metros, em Quito
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A altitude promete ser o maior adversário do Mirassol na fase de grupos da Libertadores. O sorteio das chaves, na quinta-feira, colocou como destinos do Leão, no Grupo G, dois estádios acima de 2,5 mil metros – zona em que o corpo humano está suscetível a efeitos da falta de oxigênio como dor de cabeça e fadiga.
O maior desafio é no segundo estádio mais alto do mundo, a 4.100 metros do nível do mar: o estádio municipal de El Alto, na Bolívia, onde enfrentará o Always Ready pela quinta rodada. Ele só perde em altitude para o Daniel Alcides Carrión, em Cerro de Pasco, no Peru, a 4.378 metros.
Até hoje, nenhum time brasileiro ganhou em El Alto – e nem a Seleção. Internacional, em 2021, e Corinthians, em 2022, pela Libertadores, saíram derrotados pelo Always Ready por 2 a 0. Em novembro do ano passado, a seleção brasileira visitou a Bolívia pelas Eliminatórias e perdeu por 1 a 0.
Antes, na segunda rodada, o Leão também "sobe a serra" para chegar ao estádio Rodrigo Paz Delgado (Casa Blanca), no Equador, casa da LDU de Quito, que fica a 2.850 metros de altitude. Já o estádio Néstor Díaz Pérez, onde fechará a fase de grupos contra o Lanús, na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, situa-se praticamente no nível do mar.
Logística desafiadora
Único time brasileiro na Libertadores situado fora de uma capital, o Mirassol também terá desafios em relação à logística das viagens. A solução mais confortável é optar por voos fretados, a partir do aeroporto de São José do Rio Preto, que fica a 15 quilômetros de Mirassol. No ano passado, o Leão fretou o avião da Placar, de Leila Pereira, em algumas partidas do Brasileirão.
O terminal de Rio Preto está em fase final do processo de internacionalização, o que permitirá pousos e decolagens de voos fretados que tenham destino ou procedência de outros países da América do Sul.
Já o embarque em voos comerciais obrigaria o deslocamento da delegação até Guarulhos, em São Paulo, além do inconveniente de escalas, uma vez que não há voos diretos até Quito, por exemplo.
Ao todo (idas e voltas), o Mirassol deve percorrer cerca de 16 mil quilômetros na primeira fase da Libertadores. A viagem de Rio Preto até Quito, no Equador, para enfrentar a LDU, com 4.000 km na ida e na volta, é uma das mais longas entre os times brasileiros.


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