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Estudante é levado a hospital após ser deixado desacordado e coberto de tinta em trote universitário

Mulher contou que encontrou o filho inconsciente e sem conseguir mexer braços e pernas em um posto de combustíveis. Universidade de Rio Verde lamentou e repudiou o episódio.



G1-Goiás

Estudante é levado a hospital após ficar coberto de tinta e desacordado em trote de universidade, em Rio Verde, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Mãe que não quis se identificar



Um estudante de 18 anos do curso de agronomia foi levado a um hospital após ser coberto de tinta preta em um trote da universidade, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A mãe do jovem, que não quis se identificar, contou que encontrou o filho desacordado em um posto de combustíveis distante da universidade.

"Por pouco meu filho não veio a óbito. Se não fosse socorrido, por 20 minutos, ia uma vida", lamentou a mãe.


O trote aconteceu na quinta-feira (2). A Universidade de Rio Verde lamentou os "atos violentos sofridos pelo calouro do curso de agronomia" e repudiou "a conduta antiética dos acadêmicos veteranos".


Além disso, afirmou que, como a ação ocorreu fora das dependências da instituição, "não tem jurisdição para coibir" a ação. No entanto, disse que, após a formalização administrativa que foi feita por parte da família do estudante junto à UniRV, será aberto um processo disciplinar que pode resultar na expulsão dos envolvidos.


A mãe contou que, apesar de o trote não ter sido realizado nas dependências da universidade, os organizadores "convocaram" os estudantes de sala em sala e, no dia do trote, eles se encontraram lá para se dirigirem ao local onde foi realizado.


Segundo a mãe, ela levou o filho para participar do trote por ter acreditado que seria algo leve como o da filha, que é estudante de Medicina Veterinária e, quando passou na faculdade, teve o cabelo pintado durante a festa.


Ela detalhou que havia combinado com o jovem de buscá-lo na universidade quando acabasse o evento. No entanto, quando deu 21h, ligou e mandou mensagens para o filho, mas não teve nenhum tipo de retorno. Enquanto pai do jovem foi até a universidade com a intenção de encontrar o menino, a mãe permaneceu tentando contato pelo telefone, até que o aparelho foi atendido por uma pessoa desconhecida.


"Atenderam o celular, disseram que era um amigo dele, que tinham feito um trote com ele e que ele estava caído em um posto", relembrou a mãe.

Após pegar o filho no local, ela disse que o levou em casa para tirar a tinta preta, que ela suspeitava ser piche, do corpo do menino. Logo depois, o levou para o hospital.

"Ele não movimentava os braços e nem as pernas. Eu arrastei ele, o joguei no carro e corri para o hospital. Ele não chegou a entrar em coma, mas demorou muito para voltar em si", disse.

No atestado médico do menino, o hospital explicou que ele foi acometido com uma "intoxicação aguda que causa transtornos comportamentais devido ao uso de álcool". À mãe, o universitário contou não se lembrar de boa parte das coisas que ocorreram durante o trote.

"Ele lembra que na faculdade pegaram ele, levaram pra fora, fizeram ele ajoelhar e abrir a boca. Um jogava pinga, o outro cerveja e o outro óleo de soja. Depois ele não lembra de mais nada, só que acordou no hospital", detalhou a mãe.

Apesar de já ter voltado a mexer braços e pernas, o jovem permanece fraco e em recuperação, segundo a mãe. Ela ainda ressalta a preocupação com os trotes universitários e defende o fim de tais eventos para a segurança dos estudantes.


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