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Energia elétrica pode ficar mais cara em 2027 com impacto do super El Niño

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

A estimativa faz parte de um estudo elaborado pela Ampere Consultoria e pela TR Soluções, que também aponta que, considerando os efeitos das bandeiras tarifárias, o reajuste médio nas contas pode chegar a 4,5%.



DM





Um possível episódio de “super El Niño” pode pressionar o custo da energia elétrica no Brasil e provocar aumento médio de 2,1% nas tarifas dos consumidores de baixa tensão em 2027. A estimativa faz parte de um estudo elaborado pela Ampere Consultoria e pela TR Soluções, que também aponta que, considerando os efeitos das bandeiras tarifárias, o reajuste médio nas contas pode chegar a 4,5%.


As projeções indicam que o cenário climático pode levar ao acionamento das bandeiras vermelhas patamar 1 e patamar 2 entre julho e outubro de 2027, período em que os consumidores poderão sentir um impacto maior no valor das faturas de energia.


Fenômeno pode afetar reservatórios e geração hidrelétrica


Modelos climáticos analisados por instituições internacionais apontam uma alta possibilidade de formação de um episódio de El Niño durante a segunda metade de 2026. Algumas previsões indicam que o fenômeno pode alcançar intensidade forte ou até extrema, condição que costuma ser chamada de “super El Niño”.


Caso esse cenário se confirme, especialistas avaliam que o Brasil poderá enfrentar maior frequência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, períodos prolongados de seca, incêndios e mudanças no padrão das chuvas.


Essas alterações podem afetar diretamente o setor elétrico, principalmente a geração de energia pelas usinas hidrelétricas, que dependem do volume de água armazenado nos reservatórios.


Para calcular os possíveis impactos nas tarifas, as consultorias analisaram dois cenários diferentes: um com a ocorrência de um super El Niño e outro sem a influência do fenômeno climático.


No cenário com o fenômeno, a projeção aponta que o período úmido entre 2026 e 2027 deve terminar com os reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) operando próximos de 70% da capacidade de armazenamento em abril. Sem a atuação do El Niño, a estimativa é de aproximadamente 80%.

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