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Empresários de Anápolis são presos em operação contra jogo do bicho e lavagem de dinheiro

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

As investigações apontam que Goiás era o principal núcleo financeiro da organização criminosa





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Dois empresários de Anápolis, pai e filho, foram presos durante uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 2 bilhões com exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Os investigados foram detidos em Goiânia no momento em que embarcariam para São Paulo para participar de um congresso de apostas esportivas.


Segundo a polícia, os empresários goianos integravam o núcleo tecnológico do esquema e seriam responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas que modernizaram e digitalizaram o jogo do bicho em diferentes regiões do país.


“Também evidenciou-se a criação de empresas de fachada e fictícias voltadas para ocultar os rendimentos ilegais e assim dar uma aparência de licitude aos valores obtidos de forma criminosa, integrando na economia formal valores obtidos”, explicou o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.


Aos investigados são atribuídos os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.


Goiás era núcleo financeiro do esquema


As investigações apontam que Goiás era o principal núcleo financeiro da organização criminosa, considerada uma das maiores do país na exploração ilegal de jogos de azar. Conforme a PCPR, o grupo se associou a uma organização paranaense para formar um conglomerado nacional voltado à expansão do jogo do bicho digital.


Além da lavagem de dinheiro, os investigados mantinham uma empresa de tecnologia responsável pelo desenvolvimento de plataformas utilizadas para transmissão de jogos ilegais e controle financeiro das operações. Segundo a polícia, o sistema era usado por bancas em pelo menos 14 estados brasileiros.


“Por meio dessa empresa foram desenvolvidas plataformas de exploração de jogos ilegais denominadas, por meio das quais ocorria a transmissão dos jogos ilícitos e se fazia o controle financeiro da exploração do jogo do bicho e outras modalidades de jogos. Esse sistema era utilizado em pelo menos 14 estados da federação, por dezenas de ‘bancas’ de jogo do bicho”, conclui o delegado.


Transmissão de jogos ilegais


As plataformas desenvolvidas pela empresa ligada aos investigados permitiam a transmissão dos jogos ilegais e o controle financeiro da exploração do jogo do bicho e de outras modalidades clandestinas. Segundo a PCPR, o sistema era utilizado por bancas em pelo menos 14 estados brasileiros.


A operação mobilizou mais de 330 policiais civis e três aeronaves para o cumprimento de 371 ordens judiciais, entre elas 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão e 184 bloqueios de contas bancárias, com objetivo de sequestrar até R$ 1,5 bilhão em bens e valores.



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