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Empresária que morreu após cirurgia plástica fez ritidoplastia profunda, lipoaspiração no pescoço e mais quatro procedimentos, diz família

  • há 15 minutos
  • 3 min de leitura

Família denuncia a falta de estrutura adequada no local, incluindo a ausência de UTI e ambulância. Ela acabou sofrendo complicações pós-operatórias graves.






G1-Goiás





A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após cirurgia plástica, fez seis procedimentos no rosto, entre eles uma ritidoplastia profunda e lipoaspiração no pescoço, segundo apurado pela TV Anhanguera.


A irmã da empresária disse que os procedimentos eram o sonho da irmã, ressaltou que ela pagou um valor alto pelo trabalho e afirmou que o hospital não conta com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).


Conforme apurado pela TV Anhanguera, Andreia passou por seis procedimentos no rosto, que duraram mais de oito horas. Durante a cirurgia, foram reposicionados tecidos e músculos, alterada a linha do cabelo e reposicionado o queixo.


Também foram retirados o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, além de gordura do pescoço e da mandíbula. A paciente ainda recebeu aplicação de células-tronco do próprio corpo.


Djiane Vieira, irmã da empresária, afirmou que os procedimentos eram o sonho da irmã e ressaltou que ela pagou um valor alto pelo trabalho.

"A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar linda como era para que ela morresse nos meus braços", desabafou a irmã da empresária.

Morte de Andreia


Segundo apurado pela reportagem, Andreia morreu no dia 12 de agosto. Ela morava na Espanha há cinco anos e veio para Goiânia para realizar o sonho de fazer procedimentos estéticos no rosto com o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, de acordo com a família.


Djiane afirmou que a irmã estava com a língua muito inchada e não conseguia fechar a boca. Ela disse que chegou a chamar a atenção da equipe médica sobre o estado de Andreia e a situação se agravou cerca de 6 horas após a cirurgia.


Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, os exames apontavam que Andreia estava com uma bactéria e um processo infeccioso ativo.


"O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", destacou a irmã. Andreia morreu duas horas após o início das tentativas de reanimação.


Posicionamentos


Lessandro Martins afirmou à TV Anhanguera que, em respeito ao sigilo médico, que prevalece mesmo após a morte da paciente, não comentaria os dados clínicos publicamente.


"Por imposição do código de ética médica, não serão comentados publicamente dados clínicos, exames ou detalhes do atendimento e que todos os esclarecimentos serão prestados, com total colaboração, aos órgãos competentes", afirmou em nota.


Também à TV Anhanguera, a defesa do Hospital Ankar informou que lamenta a morte da paciente e que ela recebeu atendimento de emergência imediato.


Além disso, a unidade afirmou que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente e que os registros referentes ao atendimento estão documentados em prontuário e poderão ser disponibilizados às autoridades competentes.


O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que "todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo".


Ao g1, o Ministério Público de Goiás disse que a 2ª Promotoria de Justiça de Goiânia enviou um ofício na quinta-feira (20) à 1ª Delegacia Regional de Goiânia. O órgão encaminhou uma cópia dos autos extrajudiciais e pediu que fosse aberto um inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo.


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