Eleição do Sintego tem deputada Bia de Lima e sociólogo João Coelho na disputa
A eleição deve ocorrer nos dias 12, 13 e 14 de novembro
Jornal Opção

O prazo para inscrição de chapas do processo eleitoral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) foi encerrado na última semana. De acordo com a Comissão Eleitoral Central, duas chapas foram inscritas para a Direção Central Estadual. A eleição deve ocorrer nos dias 12, 13 e 14 de novembro.
A primeira a registrar candidatura foi a chapa liderada pela atual presidenta e deputada estadual Bia de Lima, que busca o quarto mandato consecutivo à frente do sindicato, com 153 membros.
Já a segunda chapa, registrada no dia 10, é encabeçada pelo professor João Coelho, reunindo 29 membros e representando grupos dissidentes da atual gestão.
O professor João Coelho defendeu em entrevista, a necessidade de renovação na direção do sindicato, atualmente presidido por Bia de Lima. Segundo ele, a atual gestão se afastou das bases e acumulou poder sem apresentar avanços concretos para a categoria.
“Nossa candidatura tem sido construída por um conjunto de grupos ligados à educação, muitos deles dissidentes da atual gestão”, afirmou Coelho.
“Fizemos uma composição ampla com a categoria, unindo o Comando de Luta de Aparecida de Goiânia, o SINCET, o Mobilização dos Professores de Goiás e outros coletivos de professores e administrativos. É uma frente de trabalhadores em educação que quer discutir as prioridades reais da base.”
O candidato destacou que a proposta da chapa é atuar de forma coletiva e transparente, inclusive no financiamento da campanha. “Nosso orçamento é público e nosso financiamento é coletivo.
Queremos que a base participe de fato do sistema eleitoral do Sintego, que hoje está muito concentrado. Sabemos que a Bia está disputando o quarto mandato, e é uma máquina que se formou ao longo do tempo, sem muita alteração. Nós viemos para mostrar que dá pra fazer diferente.”
Coelho lembrou que as insatisfações com a gestão atual são antigas. “Tivemos uma grande greve por conta do corte de gratificações de 30% dos professores, e mesmo assim não conseguimos a recomposição salarial. De lá pra cá, não tivemos grandes resultados com a direção atual”, criticou.
Um dos principais pontos levantados por João Coelho é o acúmulo de cargos de Bia de Lima, que também é deputada estadual. Para ele, isso gera prejuízos à atuação sindical. Vale ressaltar que a chapa de João Coelho faz parte de uma dissidência do sindicato, que historicamente não possui ligação com a atual gestão.
“Compreendemos a importância da Bia como deputada, mas não é possível acumular dois cargos políticos tão importantes e não deixar um de lado. A reeleição dela traz um desgaste enorme para a categoria, porque essa forma de acúmulo não prioriza quem deve ser priorizado: o trabalhador da base, o trabalhador real da escola.”


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