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Dono de imobiliária preso por suspeita de golpes de R$ 1 milhão com imóveis de luxo: oito vítimas fizeram denúncias, diz polícia

há 50 minutos
2 min de leitura

Segundo a investigação da polícia, Roger Kogi Tabata ficava com o dinheiro dos aluguéis dos imóveis que ele administrava. Uma das vítimas também contou que pagou R$ 115 mil de entrada na compra de um imóvel, que não aconteceu.




G1-Goiás




Oito vítimas já registraram denúncias na Polícia Civil contra o dono de imobiliária e corretor Roger Kogi Tabata, de 57 anos, que foi preso suspeito de dar golpes por meio de imóveis de luxo em Goiânia e outras cidades de Goiás. De acordo com as investigações, ele ficava com aluguéis pagos pelos inquilinos e também teria retido valores referentes a entradas de compras de imóveis.


O empresário foi preso em seu apartamento, no Jardim Goiás. De acordo com a polícia, a investigação começou há cerca de três meses, após uma das vítimas foi até uma delegacia no Setor Bueno informando que o administrador da locação de seu imóvel passou a se apossar dos aluguéis. Os imóveis eram alugados, em média, por R$ 5 mil.


Em entrevista à TV Anhanguera, outra vítima relatou situação semelhante. A enfermeira Amanda Guimarães contou que os aluguéis eram repassados com atraso e, nos últimos meses, nem chegaram a ser transferidos para ela.


"O combinado era ele repassar R$ 5.500, descontando a taxa de administração dele, todo dia 25 do mês. Ele não fez da forma correta. E aí ele começou a atrasar, atrasar, atrasar. E em agosto ele não pagou mais", disse.


Os golpes não envolviam apenas locações. Também à TV Anhanguera, uma outra vítima, que preferiu não ser identificada, disse que tentou comprar um apartamento. Ela diz que pagou R$ 115 mil de entrada referente ao valor total de R$ 500 mil. Depois, viu que tinha caído em um golpe.


"Quando era pra assinar algum papel, pra ir lá ao cartório, ele vinha pessoalmente. Me colocou no carro dele, bem elegante. (Ficava) Enrolando pra entregar o imóvel. Sempre falava que estava quase pronto", disse a mulher.


O delegado William Bretz, responsável pela investigação, disse à TV Anhanguera que Roger apresentava desculpas continuamente às vítimas para ficar com o dinheiro.


"Ele dizia às proprietárias que o inquilino passava por um momento difícil, pra poder ganhar tempo e, através de artimanhas, estratagemas, buscar mais valores e eventualmente ir conseguindo mais e mais. E ir se enriquecendo assim", explicou.


Outra vítima, que tinha imóvel alugado por meio de Roger, ficou um ano sem receber o dinheiro, de acordo com o advogado Tabajara Povoa, que representa essa cliente e outra. "Em torno de R$ 120 mil (de prejuízo). Em torno de R$ 60 mil, R$ 67 mil cada uma", detalhou.


Para a polícia, o empresário teria cometido pelo menos três crimes: estelionato, apropriação indébita e associação criminosa.


Segundo o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Goiás (Sindmóveis), houve denúncias contra Roger no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO). Já o Creci-GO, informou que a Câmara Julgadora do órgão analisou os processos, autuou o profissional e pediu o cancelamento do registro dele.

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