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Diante do Grêmio, Vasco tenta legião estrangeira para deixar o Z-4

há 2 horas
2 min de leitura

Com chegada de argentino Lescano, cruz-maltino iguala Botafogo como clubes do torneio nacional com mais jogadores do exterior




O Globo





Relacionado para o jogo de hoje contra o Grêmio, na Arena do Grêmio, às 16h, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o meia Alan Lescano, recém-contratado, se tornou o 12º estrangeiro no elenco do Vasco, fazendo com que o clube seja, ao lado do Botafogo, o time da Série A com mais jogadores de fora do país.


Em duelo na briga para sair da zona de rebaixamento, esse elenco multicultural tem a difícil missão de vencer pela primeira vez fora de casa no torneio para ter um pequeno respiro.


Com o encerramento da janela de transferências nesta sexta-feira, sem a chegada de Richarlison, os “hermanos” Facundo Colidio, Santiago Sosa e Lescano foram as principais apostas do Vasco no mercado.


Os brasileiros Bruno Duarte e Gabriel Pereira também foram nomes escolhidos a dedo pela diretoria para resolver carências evidentes do elenco, mas o trio argentino chegou com uma expectativa superior por vir de uma liga mais reconhecida. Ainda há a contratação de Paulinho, em julho, mas o lateral-esquerdo que era do América-MG ainda não atuou.


A escolha não foi à toa. Em situação emergencial no torneio, o time buscava nomes não apenas bons tecnicamente, mas que também tivessem como característica a adaptação rápida. Além disso, a situação de mercado dos atletas ajudou no custo-benefício.


“Pipa”, como é chamado Lescano, saiu em alta do Argentinos Juniors, após acordo de cerca de 7 milhões de dólares (R$ 36 milhões, na cotação atual), segundo o ge.


Até então camisa 10, ele deixou seu país com uma despedida emocionante no estádio, com torcedores pedindo sua permanência após 123 jogos, 27 gols e nove assistências. Na atual temporada, o jogador fez seis gols em 28 jogos.


Croata de 10


Adversário de hoje, o Grêmio não fica muito atrás. Conta com 11 estrangeiros no elenco. A dinâmica da janela do clube gaúcho, inclusive, foi parecida, com a busca por nomes em mercados alternativos. O tricolor contratou o atacante Jovane Cabral, que jogou a Copa do Mundo de 2026 por Cabo Verde, e o meia croata Filip Krovinovic, ambos livres no mercado.


Para o sócio da Roc Nation Sports Brazil, Marcos Casseb, existe uma demanda por qualidade competitiva, que é amplificada pelos fatores financeiros e de visibilidade do mercado brasileiro.


— O Brasil é, na maioria das vezes, o mercado intermediário para os que fazem sucesso por aqui. Outro fator importante é que o país, proporcionalmente, não paga tão alto por jogadores sul-americanos quanto a Premier League, por exemplo, o que facilita a venda deles. Os clubes grandes brasileiros não têm tantos concorrentes no continente quanto os ingleses, que competem com clubes como Real Madrid, Barcelona, Bayern, PSG, entre muitos outros — analisou.


O treinador Roger Machado, professor da CBF Academy, no entanto, chamou a atenção para as poucas brechas para o uso de talentos da base. Segundo ele, é “preciso ter cuidado para que esse crescimento não comprometa a formação e o desenvolvimento dos jogadores brasileiros”.



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