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Diamantes e dinheiro: idosa que comandava esquema milionário de jogo do bicho é presa em MG

Luzia Alves Vieira, de 74 anos, foi presa nesta quinta-feira (1º) em nova fase da Operação "Lavanderia dos Sonhos", em Uberlândia; esquema movimenta cerca de R$ 18 milhões por ano.


Por Barbara Almeida, g1 Triângulo e Alto Paranaíba e TV Integração — Uberlândia

Luzia Vieira — Foto: Reprodução/Redes sociais


Foi presa na manhã desta quinta-feira (1º), em Uberlândia, Luzia Alves Vieira, apontada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como a chefe de uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 50 mil por dia em um esquema de jogo do bicho. A ação é a terceira fase da Operação "Lavanderia dos Sonhos".


Luzia tem cinco filhos que foram alvos da primeira fase da operação, sendo que quatro deles estão presos e um está foragido. Segundo o MPMG e a Polícia Civil, ela e os filhos movimentavam há décadas cerca da R$ 18 milhões por ano. Ela foi presa no apartamento em que morava, no Bairro Fundinho.


Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e no escritório de um homem apontado como o braço direito da idosa, no Bairro Vigilato Pereira . Nos imóveis, foram apreendidos dinheiro em espécie e diamantes.


A TV Integração entrou em contato com o advogado de Luzia, que informou que está tentando ter acesso à decisão que pediu a prisão dela e que a partir do momento que tiver acesso, poderá comentar o caso.


A investigação foi iniciada em 2021 e apontou que o grupo criminoso utilizava inúmeros imóveis para a exploração de jogos de azar e do bicho. Além disso, escritórios também eram utilizados para a contabilidade do lucro, com integrantes exercendo funções bem definidas na organização criminosa.


'Lavanderia dos Sonhos'

Durante a primeira fase da Operação "Lavanderia dos Sonhos", realizada em outubro de 2022, a Polícia Civil apurou que a organização criminosa utilizava vários imóveis para a exploração do jogo de azar e do bicho, assim como com diversos escritórios para a contabilidade do produto da infração. A quadrilha contava com uma rede de comparsas que integrava o grupo, todos com funções bem definidas.


Ao todo, 48 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão foram cumpridos em Uberlândia e Monte Alegre de Minas. Doze veículos também foram recolhidos.


Dois dias após o cumprimento dos mandados, Artur Alcântara Vieira, Jair Alcântara Vieira e Laudel Alcântara Vieira foram ouvidos. Um quarto integrante da família, Evaristo Alcântara Vieira, está foragido.


Segundo o Ministério Público, a movimentação de dinheiro por ano chegava a R$ 18 milhões. As oitivas e investigações foram conduzidas pelos promotores de Justiça Thiago Ferraz e Ricardo Bassetto, além do delegado da Policia Civil, Daniel Azevedo.


Durante o procedimento, diversas provas do esquema foram apresentadas, mas os ouvidos ficaram em silêncio durante todo o tempo. Eles estavam acompanhados do advogado. A TV Integração procurou a defesa dos envolvidos, que informou que não iria comentar o caso.


Segunda fase


Já a segunda fase da ação cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em novembro. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram expedidos nove mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva.


Três pessoas foram presas em Uberlândia. Uma contadora foi detida em Monte Alegre de Minas. Ela já havia sido presa temporariamente na primeira fase, porém, foi liberada cinco dias depois. Na ocasião, ela foi presa preventivamente.





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