Delegado Dannilo Proto e esposa são condenados por liderar desvios na educação de Rio Verde
Sentença cita reportagem exclusiva do Mais Goiás sobre uso de celular por Dannilo Proto dentro da cela e mensagens enviadas a uma ex-aluna
Mais Goiás

O delegado Dannilo Ribeiro Proto foi condenado a 11 anos, 2 meses e 1 dia de prisão além da perda do cargo, e a esposa dele, Karen de Souza Santos Proto, a 11 anos, 1 mês e 20 dias, no processo que resultou da Operação Regra Três, que apurou um esquema de desvio de recursos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Ao todo, mais de R$ 2,2 milhões A sentença, conferida na ausência dos réus, foi publicada nesta terça-feira (8/9) por volta das 7h da manhã. Apontados como líderes do grupo, Dannilo e Karen terão de cumprir inicialmente as penas em regime fechado. A sentença também cita uma denúncia exclusiva do Mais Goiás sobre o suposto uso de celular pelo investigado dentro da cela e o envio de mensagens a uma ex-aluna.
A decisão, que também condenou outras oito pessoas, é da juíza Placidina Pires. A ação teve origem em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Sul, responsável pela investigação sobre a atuação do grupo em contratos relacionados a programas da Secretaria de Estado da Educação.
De acordo com a sentença, o esquema envolvia empresas utilizadas para contornar regras de contratação pública e direcionar contratos. Entre os programas citados estão o Reformar, Revisa Goiás, Equipar e o Educação Que Queremos.
Ao analisar a necessidade de manter Dannilo preso preventivamente, a magistrada mencionou uma reportagem publicada pelo Mais Goiás em novembro de 2025. A matéria revelou, com exclusividade, que o delegado era suspeito de utilizar um celular e um notebook dentro da cela para enviar mensagens de intimidação a ex-alunos.
A sentença reforça que o episódio ocorreu enquanto Dannilo já estava preso, elemento usado pela Justiça para justificar que a liberdade dele representaria risco à ordem pública. Após a publicação da reportagem, o Ministério Público de Goiás pediu uma busca na cela do delegado e a transferência dele. A medida foi autorizada judicialmente e cumprida em dezembro de 2025.
Durante a ação, um celular foi apreendido com Dannilo, além de R$ 400 em dinheiro e dois notebooks. Conforme consta na sentença, o delegado admitiu que o aparelho pertencia a ele.
O conteúdo do celular também foi analisado durante a investigação. A decisão aponta que os dados encontrados teriam revelado uma estrutura de apoio formada por pessoas próximas a Dannilo, incluindo a esposa e os filhos do casal.


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