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Daniel Vilela mantém linha da segurança pública adotada por Caiado em Goiás

21 de mai.
3 min de leitura

Operações interestaduais, investimentos em tecnologia e ampliação da estrutura policial sustentam estratégia de combate ao crime e preservação dos índices de criminalidade no Estado



Jornal Opção





O governador Daniel Vilela (MDB) tem mantido a segurança pública entre as prioridades da gestão estadual e preservado a linha adotada durante o governo Ronaldo Caiado. Em ato mais recente, na quarta-feira, 20, o gestor anunciou um pacote de valorização para servidores da área, com previsão de R$ 1,2 bilhão em investimentos até 2027.


O pacote é fruto de uma série de reuniões com representantes de diferentes categorias da Segurança Pública.


A gestão estadual também tem ampliado operações policiais, reforçado ações integradas entre as forças de segurança e investido em tecnologia e inteligência. A estratégia busca sustentar a redução dos índices de criminalidade registrada em Goiás nos últimos anos.


A segurança pública se tornou um dos principais ativos políticos da administração estadual desde o início da gestão Caiado. Internamente, a avaliação é de que a manutenção dos indicadores depende da continuidade das operações ostensivas, da integração entre corporações e do monitoramento de organizações criminosas.


Ao anunciar as medidas, Daniel Vilela afirmou que o governo pretende manter o atual modelo de atuação na área. “Não vamos recuar um milímetro para a criminalidade. O trabalho é permanente”, declarou.


O marco mais recente dessa ofensiva ocorreu nesta terça-feira, 19, quando a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagrou seis operações simultâneas para cumprir 113 mandados de prisão e 185 medidas judiciais em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal.


As ações miraram crimes como tráfico de drogas, organização criminosa, fraudes bancárias, estelionato virtual, ocultação de valores e roubos qualificados, demonstrando o alcance interestadual da atuação das forças policiais goianas.


Paralelamente a PC, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde, cumpria mais de 80 medidas judiciais, entre prisões temporárias, mandados de busca e apreensão domiciliar e bloqueios de valores, no âmbito da Operação Agropix. As medidas judiciais são cumpridas simultaneamente nos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, com apoio integrado de diversas unidades policiais.


A investigação apura a atuação de um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade de fraude eletrônica praticada mediante acesso remoto a dispositivos das vítimas, causando prejuízo milionário a um produtor rural da cidade de Rio Verde.


A Operação Destroyer se consolidou como um dos principais símbolos da repressão ao crime organizado no Estado. A ofensiva acumulou 129 mandados de prisão cumpridos e bloqueio superior a R$ 235 milhões em bens ligados às organizações criminosas.


A operação teve fases realizadas em municípios estratégicos como Itumbiara, Trindade, Ceres e Rio Verde, além de ações em outros estados.


Na fase mais recente da Destroyer, deflagrada em abril, 51 pessoas foram presas em uma única ação. O trabalho alcançou cidades goianas como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de operações no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.


O balanço histórico da operação reúne 127 operações deflagradas, 228 investigações concluídas e encaminhadas ao Judiciário e 98 ações realizadas fora de Goiás.


Investimentos


A diretriz também ficou evidente no lançamento da Operação Tiradentes, anunciada em abril deste ano. Os investimentos anunciados naquele momento somaram R$ 44,8 milhões em equipamentos e viaturas.


O governador determinou também reforço diário de mil servidores nas ruas, por meio do pagamento de horas extras, além da ampliação das ações preventivas, ostensivas e de inteligência em todo o território goiano.


Na ocasião, Daniel destacou que Goiás alcançou um novo patamar na área da segurança pública e que o desafio agora é manter os índices em queda contínua. “Não se trata de sensação de segurança. Nós garantimos segurança para os goianos”, declarou.


A Polícia Militar recebeu carabinas calibre 5,56, munições, tasers, óculos de realidade virtual para treinamento e jet skis para policiamento ambiental.


A Polícia Civil foi equipada com novos fuzis e dispositivos elétricos incapacitantes, enquanto a Polícia Penal recebeu 2,4 mil pistolas. Também houve reforço na frota operacional do Comando de Policiamento Rodoviário, com novos veículos destinados à fiscalização nas rodovias estaduais.



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