top of page

Corinthians não paga parcelas atrasadas de acordo por dívida bilionária com a União

1 de out.
2 min de leitura

Clube chega a quatro prestações de inadimplência; contrato com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional prevê hipótese de rescisão em caso de atraso de três meses





GE




O Corinthians não pagou a parcela de setembro, nem as três prestações atrasadas, do acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que reduziu uma dívida com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.


Com a inadimplência de quatro meses, o montante em aberto já soma R$ 8.007.929,92 nos débitos previdenciários e R$ 19.318.464,72 nos não previdenciários, totalizando uma dívida de R$ 27.326.394,64 com a PGFN.


Os valores das parcelas são corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros do Brasil.


No acordo assinado em fevereiro deste ano com a PGFN, a gestão Osmar Stabile pagou as quatro primeiras parcelas, mas deixou de arcar com as prestações a partir de junho.


O contrato com a PGFN prevê que a "falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas" é hipótese de rescisão. O órgão notificou o clube em agosto sobre a inadimplência, mas ainda não se manifestou novamente sobre eventual revogação do acordo, que segue válido.


Em nota ao ge, a PGFN disse que "não comentará sobre cenários futuros, já que a transação com o Sport Club Corinthians Paulista, até o presente momento, encontra-se em situação regular".


— As regras sobre atraso, notificação e perda do acordo estão previstas no Capítulo VI - Da Rescisão da Transação e da Impugnação à Rescisão - da Portaria PGFN/ME nº 6.757, de 29 de julho de 2022. O art. 72 garante ao contribuinte o prazo de 30 dias, após a notificação, para regularizar o pagamento ou apresentar impugnação (defesa administrativa) contra a rescisão.


Já o Corinthians declarou que "conta com a boa relação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para resolver a questão da melhor maneira e o mais rápido possível".


Se o acordo for rescindido, o contrato prevê que o montante original da dívida é restabelecido, sem qualquer desconto, com a dedução apenas dos valores já pagos. Com isso, as cobranças judiciais e extrajudiciais seriam retomadas.


Além disso, o Corinthians ficaria proibido por dois anos de fazer qualquer novo acordo de transação, mesmo relativo a dívidas diferentes.


O acordo com a PGFN motivou uma polêmica na aprovação das contas de 2025, já que, apesar de o contrato ter sido assinado em 2026, a gestão incluiu os efeitos da transação tributária no ano passado. A renegociação resultou em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube.


Com endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões, o Corinthians acumula déficit de R$ 278,705 milhões nos sete primeiros meses de 2026. O clube tem atrasado o pagamento de contas do dia a dia.


Para o elenco masculino de futebol, por exemplo, a diretoria deve dois meses de direitos de imagem, férias e premiações da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Neste mês, o salário de CLT dos jogadores chegou a atrasar por uma semana.

 
 
 

Comentários


bottom of page