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Corinthians decide não renovar contrato de Memphis

  • há 16 minutos
  • 2 min de leitura

Depois de meses de negociação e retorno do atacante holandês ao Brasil, presidente Osmar Stabile desiste de renovação alegando responsabilidade financeira; camisa 10 não joga mais pelo clube




GE





O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, decidiu não assinar a renovação contratual de Memphis Depay. Com isso, o atacante holandês não jogará mais pelo clube.


A decisão encerra uma negociação que se arrastou desde a pausa para a Copa do Mundo e teve inúmeras divergências entre o estafe de Memphis e a diretoria corintiana.


Os dois lados haviam chegado a um acordo em 26 de julho e, a partir daí, negociaram pontos do contrato, com o surgimento de novas divergências. Superados os entraves, o documento estava há três dias pronto para ser assinado.


Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente do Corinthians disse que tomou a decisão levando em conta a "saúde financeira" do clube, "que demanda um rigoroso equilíbrio e responsabilidade na gestão dos recursos disponíveis".


– Diante das obrigações financeiras atuais e futuras do Corinthians, ficou claro que assumir um novo compromisso dessa magnitude não seria compatível, neste momento, com o equilíbrio financeiro que precisamos preservar para garantir a sustentabilidade da instituição – declarou o presidente no comunicado.


Na sua passagem pelo Corinthians, Memphis disputou 79 jogos, fez 20 gols e deu 15 assistências. Ele conquistou três títulos: Campeonato Paulista e Copa do Brasil em 2025 e Supercopa Rei em 2026.


Negociação de renovação


Para continuar no Corinthians, Memphis aceitou mudar o modelo de contrato anterior, que vigorou de setembro de 2024 a julho deste ano. Houve redução nas remunerações e mudanças nas bonificações. Ele também concordou em assinar por dois anos, em vez dos três anos que queria inicialmente, e parcelar os R$ 42 milhões que tem a receber do clube.


Pelo lado do Corinthians, a renovação enfrentou enorme resistência das alas políticas do Parque São Jorge. Conselheiros influentes e pessoas próximas a Stabile sempre foram contra o acerto, mesmo com a redução nos valores do contrato.


Com o avanço das negociações, Memphis retornou ao Brasil no último dia 4, com a perspectiva de assinar a renovação.


Ele passou por uma bateria de exames ao longo de dois dias, em um hospital e no CT Joaquim Grava, e foi aprovado pelo departamento médico, contrariando a expectativa de aliados do presidente corintiano de que os testes mostrariam condições físicas inadequadas.


Mesmo assim, as divergências se arrastaram durante a passagem de Memphis por São Paulo, sem que o atacante pudesse ser reintegrado ao elenco, voltar aos treinos ou viajar para o primeiro compromisso no mata-mata da Conmebol Libertadores.


Durante todos esses dias de indefinição, os profissionais do departamento de futebol sustentaram que o acordo estava encaminhado, mas que era necessário esperar a conclusão da burocracia jurídica.


O executivo de futebol Marcelo Paz, que conduziu as negociações para a renovação, e o técnico Fernando Diniz, que fez declarações públicas em defesa da permanência do atacante, foram os principais fiadores do negócio.


Nos últimos dias, havia um alinhamento entre os departamentos financeiro, jurídico e de marketing para que a renovação fosse concretizada.


O presidente ficou na delicada posição de ter de escolher entre desagradar aliados em um ano eleitoral, com risco de perder apoio político caso autorizasse a renovação, e contrariar os torcedores caso barrasse o novo contrato.

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