Corinthians acerta com a Caixa suspensão de pagamento da dívida e da retenção de bilheteria
Diretoria prevê maior fôlego financeiro sem os bloqueios de dinheiro previstos no contrato de renegociação assinado com o banco
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O Corinthians acordou com a Caixa Econômica Federal a suspensão por um ano dos pagamentos da dívida pela Neo Química Arena. Nesse período, o banco público também deixará de reter dinheiro da bilheteria dos jogos e parcela das premiações de campeonatos.
Durante a negociação para quitação da dívida de R$ 630 milhões em troca dos naming rights do estádio e de outros produtos comerciais, o presidente Osmar Stabile acordou com a Caixa a suspensão do pagamento da dívida, o que dará liberdade ao fluxo financeiro do clube.
Isso inclui diferentes fontes de receitas parcialmente retidas pela Caixa. O contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022 pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, prevê a retenção de 55% da bilheteria e 50% das premiações como garantias para o abatimento do débito.
Com a liberação, a diretoria corintiana considera que só a bilheteria, uma das principais fontes de receita em razão da constante lotação em jogos na Arena, já será capaz de dar fôlego financeiro em um momento de gravíssima crise.
A gestão atual tem atrasado salários e outros pagamentos desde maio. A diretoria deve premiações da Conmebol Libertadores e do Brasileirão e dois meses de direitos de imagem ao elenco masculino.
Corinthians e Caixa têm realizado uma série de reuniões - a última delas na sexta-feira, em Brasília, com a presença de líderes da torcida organizada Gaviões da Fiel - para debater a dívida do clube pela construção do estádio em Itaquera.


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